4.2.12

Portugal atribui bolsas de investigação para escritores e investigadores lusófonos


O Centro Nacional de Cultura de Portugal promove o concurso "Criar Lusofonia". O objectivo é atribuir uma bolsa no domínio da escrita a escritores e investigadores de nacionalidade Angolana, Brasileira, Cabo-verdiana, Guineense, Moçambicana, Portuguesa, São Tomense e Timorense.


"Criar Lusofonia" é um concurso promovido pela Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas e gerido pelo Centro Nacional de Cultura de Portugal. Este concurso tem por objectivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

No total, são duas bolsas de criação / investigação literárias que vão permitir estadias de quatro meses em Portugal ou num dos outros sete países lusófonos. Uma das bolas é, obrigatoriamente, atribuída a um português.

Os destinatários deste concurso são escritores e investigadores de nacionalidade Angolana, Brasileira, Cabo-verdiana, Guineense, Moçambicana, Portuguesa, São Tomense e Timorense, com obra divulgada publicamente nos seus países e, de preferência, também fora deles.

As candidaturas deverão ser enviadas para o Centro Nacional de Cultura português via e-mail.

Saiba mais no site oficial

Literatura: A vanguarda lusa depois de Salazar

A vanguarda lusa depois de Salazar
Massaud Moisés, autor de 'A Literatura Portuguesa' e 'A Literatura Portuguesa Através dos Textos'


"Sabático" - o prestigiado caderno de cultura do jornal Estado de S. Paulo - dedica boa parte da sua edição de hoje à literatura portuguesa, que é também o tema de capa.

Sob o título genérico "Expressão Portuguesa", o jornal destaca que uma série de novos lançamentos de obras de ou sobre autores portugueses "volta a confirmar o interesse do Brasil pela literatura que vem de Portugal". 

Concretamente, assinalam-se a edições ampliadas de duas obras de referência já clássicas, da autoria de Massaud Moisés, um estudo sobre os primeiros romances de José Saramago, a crescente descoberta de Maria Gabriela Llansol e o lançamento de um novo livro de José Luís Peixoto.

Um dos trabalhos que integram o "Sabático" é o artigo de António Gonçalves Filho intitulado "A vanguarda lusa de pois de Salazar", que a seguir se reproduz.

Além de revistos e corrigidos, dois livros clássicos do professor titular de Literatura Portuguesa da Universidade de S.Paulo/USP, Massaud Moisés, A Literatura Portuguesa (37.ª edição) e A Literatura Portuguesa Através dos Textos (33.ª edição) sofreram acréscimos para abrigar escritores contemporâneos não contemplados nas edições anteriores.

Nessas obras, a história literária de Portugal depois da Revolução dos Cravos é contada com clareza e imparcialidade, características de um dos maiores especialistas no tema. Sobre os novos autores portugueses, surgidos com o fim do regime salazarista, Massaud Moisés falou ao Sabático em entrevista exclusiva.

Na conversa, o mestre confirmou seu entusiasmo por nomes como os de Gonçalo M. Tavares, Teolinda Gersão e Lídia Jorge, além do apreço por outros já mortos como José Saramago e Maria Gabriela Llansol, ambos comentados nesta edição do caderno - o Nobel pela publicação de José Saramago - Tudo, Provavelmente, São Ficções; Mas a Literatura É Vida, e Maria Gabriela Llansol por três lançamentos da Editora Autêntica.

As sucessivas edições dos dois livros de Massaud Moisés contam as principais fases históricas da literatura portuguesa, da poesia trovadoresca aos autores da geração de Gonçalo M. Tavares, passando pelos clássicos, barrocos, românticos, realistas, simbolistas, neorrealistas e surrealistas. Nesses livros do professor, a intensa atividade poética dos portugueses merece análises detalhadas, destacando-se dois poetas nascidos no mesmo ano, 1930: Herberto Helder, natural da Ilha da Madeira e associado ao surrealismo tardio, e Albano Martins, escolhido por sua concisão e outra característica pouco associada a um lírico, o erotismo.

Tanto Helder como Martins começaram a publicar antes da queda do salazarismo, assim como um dos escritores preferidos do estudioso, Vergílio Ferreira (1916-1996), que iniciou sua carreira em 1943 com O Caminho Fica Longe. Saramago pertence à mesma geração (era seis anos mais novo) e lutou pelos mesmos ideais, ou seja, contra as arbitrariedades do regime de Salazar. A prosa de Saramago (1922-2010), no entanto, parece destinada a provar uma tese, contaminada por uma perspectiva política, segundo a análise que Moisés faz de O Ano da Morte de Ricardo Reis.

Já Vergílio Ferreira, embora com o mesmo empenho ideológico, começou como neorrealista mas se livrou da carga barroca que se manteve em Saramago. Segundo o professor, Vergílio é a grande figura literária dos anos 1940 em Portugal, especialmente por Mudança (1949), obra de transição entre a escola neorrealista e a literatura existencialista.

Numa comparação entre Saramago e o neorrealista Carlos de Oliveira (1921-1981), que nasceu em Belém do Pará mas foi criado em Portugal, Moisés destaca o último por seu “empenho político nada ostensivo”. Oliveira, frisa o especialista, a exemplo de outros representantes da escola neorrealista portuguesa (1940-1974), revela uma forte influência dos romancistas brasileiros do Nordeste - entre eles o baiano Jorge Amado -, que seguiu até o fim do regime salazarista. “É nesse quadro que surge Maria Gabriela Llansol (1931-2008), com narrativas que se caracterizam pela fragmentação”, observa o professor da USP.

Em A Literatura Portuguesa, ele compara o texto desestruturador, metalinguístico, de Gabriela - “resultante da associação livre, que lembra a linguagem automática dos surrealistas” - ao hiper-realismo do pintor norte-americano Edward Hopper. Nessa desconstrução textual de Llansol, o absurdo, o fantástico e o onírico emergem da própria realidade, conclui Moisés. A diferença entre Saramago e Llansol é que a autora de Lisboaleipzig não observa essa realidade com dogmas ideológicos, compara o estudioso.

Leia o artigo na íntegra no Estado de S. Paulo

3.2.12

Juros de Portugal em quarta sessão seguida de quedas

As taxas de rentabilidade exigidas pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas no mercado secundário estão a afundar pela quarta sessão consecutiva.

Na maturidade a dez anos, a ‘yield' desce hoje 0,57 pontos percentuais para 14,235%. É o valor mais baixo desde que a Standard & Poor's baixou o ‘rating' de Portugal para grau de investimento especulativo a 13 de Janeiro.

A reacção ao corte de ‘rating' por parte da S&P provocou vendas forçadas de obrigações nacionais. Isto porque, com todas as agências a colocarem a dívida nacional em grau especulativo, os títulos saíram dos principais índices de obrigações seguidos pelos investidores.

Além do corte de ‘rating', também a situação em torno das negociações entre Atenas e os privados para reestruturar a dívida afectaram Portugal, com os investidores a temerem que Portugal também viesse a infligir-lhes perdas. Como consequência, na segunda-feira, as taxas exigidas pelos investidores para comprarem obrigações portuguesas a dez anos bateram um máximo histórico de 17,393%.

Na maturidade a cinco anos a ‘yield' desce hoje 0,89 pontos percentuais para 18,439%. No início da semana, situavam-se em 22,974%. Já nas obrigações a três anos a taxa baixou da fasquia dos 20%. Desceu 0,95 pontos percentuais durante a sessão para 19,684%. Na segunda-feira, situava-se em 24,478%.

EDP Renováveis aumenta produção de energia eólica no Brasil


A EDP Renováveis aumentou em 451% a produção de energia eólica no Brasil, que chegou no ano passado a 170 gigawatt hora (GWh), mais de cinco vezes o que a empresa tinha gerado no ano anterior, informou a EDP Renováveis num documento enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

"No Brasil, a electricidade produzida cresceu mais de cinco vezes, dado o comissionamento de 70 MW em maio, acompanhado pelo forte factor de utilização", explicou a EDP Renováveis, que no último trimestre do ano passado obteve um factor de 36%, tendo fechado 2011 com uma taxa de aproveitamento da potência eólica no Brasil de 35%, acima dos 26% do ano 2010.

Com este registo, os parques eólicos da EDP Renováveis no Brasil são os mais eficientes do grupo em todo o mundo, ultrapassando os factores de utilização que a companhia teve em Portugal (27%), Espanha (25%), resto da Europa (23%) e Estados Unidos da América (33%).

A EDP Renováveis fechou 2011 com uma capacidade instalada no Brasil de 84 MW, que compara com os 14 MW explorados no final de 2010.

Globalmente, a empresa encerrou o ano passado com 7.483 MW instalados em todo o mundo, mais 12% do que a potência existente um ano antes. Actualmente, a EDP Renováveis tem em construção 375 MW, espalhados por Estados Unidos, Espanha, Portugal e outros países da Europa (como Polónia e Itália).

A EDP Renováveis apresentará os seus resultados financeiros relativos a 2011 no dia 29 de fevereiro.

Empresas portuguesas procuram parceiros para instalar representação em Uberaba


Uberaba, Minas Gerais: posição estratégica
A Associação Comercial, Industrial e de Serviços (Aciu) foi local de encontro, nesta terça-feira (dia 31), entre o prefeito de Uberada - município do Estado de Minas Gerais, região do Triângulo Mineiro -  Anderson Adauto,  e empresários portugueses, interessados em desenvolver negócios no Brasil.

Depois de ouvir atentamente os empresários, Anderson Adauto e os dirigentes da Aciu comprometeram-se a  auxiliá-los na viabilização do projeto de parceiras que o grupo se propõe  desenvolver na área de acústica e térmica da construção civil e energias renováveis.

O interesse do grupo empresarial aconteceu durante visita do prefeito Anderson Adauto a Portugal, quando se encontrou com o empresário da BMG Concepção, Engenharia e Construção, engenheiro civil Carlos Martins.

A partir daí, o consultor português Aníbal Castro deslocou-se ao Brasil, onde se encontra há seis meses, para um levantamento de oportunidades.

A escolha por Uberaba para  sede da representação das empresas do Grupo Pinto Brasil, Tecnocampo e BMG deve-se à posição geográfica estratégica da cidade, localizada num raio de 500km dos principais centros consumidores do país, onde se concentra 1/3 da população brasileira.

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1.2.12

Portugal baixa juros em emissão de totalidade da dívida pretendida



O Estado financiou-se em 1.500 milhões de euros, repartidos de forma igual pela emissão de bilhetes do Tesouro a três e a seis meses. Custos baixaram face às operações anteriores comparáveis.

O IGCP colocou 750 milhões de euros em dívida a três meses mediante o pagamento de uma taxa implícita de 4,068%, abaixo dos 4,346% suportados na anterior emissão a um prazo semelhante (18 de Janeiro).

Os investidores recolheram também 750 milhões de euros em dívida a seis meses, e aí os juros baixaram para 4,463%, contra os 4,74% suportados na emissão anterior, realizada também há duas semanas.

No total, o IGCP obteve montante máximo previsto, 1.500 milhões de euros. O intervalo previsto, comum às duas linhas, ia de 1.250 a 1.500 milhões de euros.

Em ambas as operações, a procura desceu. Superou a oferta em 2,6 vezes no prazo a seis meses (contra 3,0 vezes) e em 2,8 vezes nos três meses (contra 4,1 vezes).


Fernando Henrique Cardoso poderá ser convidado para o BCP


Fernando Henrique Cardoso, antigo presidente brasileiro, poderá vir a ser convidado para fazer parte do futuro conselho estratégico do BCP, um organismo a criar nos próximos meses no maior banco privado português, segundo escreve esta quarta-feira o "Jornal de Negócios".

Os accionistas do BCP querem passar a contar com o aconselhamento estratégico de personalidades de diversos sectores de actividade e de origens geográficas variadas.

Além de Fernando Henrique Cardoso, o novo conselho estratégico deverá vir a contar com duas figuras com ligações à China, escolhas que não são alheias à nacionalidade dos investidores estratégicos que o banco está a procurar atrair.

Recorde-se que a imprensa portuguesa tem vindo a apontar que o BCP poderá vir a contar com novos accionistas brasileiros (o Banco do Brasil já foi referido como potencial interessado) e chineses. A entrada desses investidores permitiria contrabalançar o peso dos accionistas angolanos na instituição bancária lusa.

A presença do capital brasileiro no mercado financeiro português é já bastante significativa, com o Itaú Unibanco na posição de segundo maior accionista do Banco Português de Investimento (BPI) e o Bradesco como accionista de referência do Banco Espírito Santo (BES).

Câmara Luso-Brasileira distingue presidentes da CGD e Andrade Gutierrez

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) irá premiar, em Lisboa, os presidentes da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e da Andrade Gutierrez,  escolhidos para o prémio "Personalidade do Ano 2011" daquela entidade.

Com carácter bilateral, este evento tem por objectivo homenagear uma personalidade do Brasil e outra de Portugal que se tenham destacado pela sua contribuição na valorização das relações económico-empresariais entre os dois países.

Do lado luso foi escolhido o presidente do conselho de administração da CGD, Fernando Faria de Oliveira, que no ano passado abandonou a liderança executiva do banco estatal (permanecendo como "chairman"), depois de ter reforçado a aposta internacional da instituição, onde se incluiu o relançamento da CGD no Brasil, com o Banco Caixa Geral Brasil.

O outro homenageado será Otávio Marques de Azevedo, presidente executivo da brasileira Andrade Gutierrez, que controla a construtora portuguesa Zagope, sendo ainda um dos principais accionistas da Oi, operadora de telecomunicações que também tem a Portugal Telecom como investidor de referência.

A cerimónia de entrega dos prémios "Personalidade do Ano 2011", que este ano chegam à 11ª edição, será realizada a 2 de março.

TAP bate recorde no transporte de carga

Facturação deste segmento de negócio chegou a 130 milhões, mais 4% que em 2010.

Num ano em que bateu o recorde de passageiros transportados - superando a fasquia dos 9,75 milhões de pessoas -, a TAP fala do "melhor resultado histórico" também no transporte de carga. Com um volume de negócios de 130 milhões de euros em 2011, a empresa reporta um crescimento de 4% face à receita obtida no ano anterior. A companhia aérea reforça a importância dos resultados em 2011, dizendo que 2010 "já tinha sido um excelente ano" e explicando que "este resultado de receita vem associado a uma redução de cerca de 6% nos custos inerentes à actividade da carga", sem divulgar o valor absoluto dos custos. 

Expedição na costa portuguesa poderá ter descoberto depósitos de petróleo


A expedição 339 do IODP (Integrated Ocean Drilling Program, Programa Integrado de Perfuração do Oceano) terminou em Lisboa uma missão de dois meses ao largo da costa ocidental de Portugal e da baía de Cádis. A equipa a bordo do segundo maior navio científico do mundo - o "Joides Resolution" - perfurou o fundo do mar para estudar as consequências do fluxo de grandes correntes que, a diferentes profundidades e no seu conjunto, moderam o clima.



A grande novidade resultante da expedição 339 do IODS (Integrated Ocean Drilling Program, Programa Integrado de Perfuração do Oceano) é que na costa ocidental de Portugal e na zona da baía de Cadiz encontram-se areias a grande profundidade favoráveis à criação de depósitos de hidrocarbonetos, ou seja, petróleo e gás.


"A espessura, extensão e propriedades dessas areias contorníticas torna-as um alvo ideal, em locais onde elas estão soterradas suficientemente fundo para permitir a captura de hidrocarbonetos", explicou Dorrik Stow, da Universidade Heriot-Watt, da Escócia.

A areia encontrada e recolhida durante a expedição encontra-se "particularmente limpa e bem calibrada e, portanto, muito porosa e permeável. As nossas descobertas podem anunciar uma mudança significativa nos alvos de exploração de hidrocarbonetos no futuro", rematou.


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31.1.12

Estudo:europeus e asiáticos descendem do mesmo grupo de africanos





Europeus e asiáticos descendem do mesmo grupo de africanos que chegou ao Sul da Península Arábica há 60 mil anos, conclui um estudo coordenado por uma cientista portuguesa publicado numa revista norte-americana da especialidade.


Os descendentes desse grupo rumaram depois, uns em direção à Ásia, tendo chegado à Austrália há cerca de 50 mil anos, e outros para a Europa, onde terão chegado dez mil anos depois, explicou a investigadora Luísa Pereira, em declarações à agência Lusa.

Simulações anteriores realizadas em computador com base em linhagens maternas apontam para que esse grupo de migrantes incluisse cerca de 600 mulheres, o que corresponderia a um total de indivíduos entre 1.000 e 1.200.

O estudo liderado pela cientista do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) foi realizado com a colaboração de outros seis investigadores portugueses e cinco estrangeiros, com recurso à comparação genética entre 85 indivíduos do sudoeste asiático e 300 europeus.

O facto de terem chegado muito antes à longínqua Austrália do que ao continente europeu, bem mais próximo, é explicado por essas migrações terem decorrido numa altura em que o hemisfério norte atravessava uma era gelada, afirmou a professora universitária coordenadora do trabalho publicado no Journal of Human Genetics.

Ao contrário, acrescentou, a metade sul da terra era então mais árida e os oceanos tinham um nível mais baixo, o que facilitava as deslocações e terá levado a que "a Austrália tenha sido colonizada primeiro do que a Europa", como confirma o cruzamentos de dados arqueológicos e genéticos.

Embraer reforça participação na portuguesa OGMA


A Embraer reforçou a sua participação na portuguesa OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, com a compra da posição que a europeia EADS (dona da Airbus) tinha no consórcio Airholding.

O consórcio Airholding, que até agora era constituído  70% pela Embraer e  30% pela EADS, detém 65% da OGMA, sendo os restantes 35% da empresa portuguesa controlados pela Empordef, empresa totalmente detida pelo Estado português.

"Este investimento adicional em Portugal visa reforçar a parceria estratégica entre o Brasil e a Uniao Europeia", disse Luiz Carlos Aguiar, presidente da Embraer Defesa e Segurança, em comunicado.

"A transferência final deve ocorrer após a aprovação dos órgãos reguladores portugueses, dentro de 30 a 90 dias úteis", indicou ainda a empresa brasileira.

A OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal está instalada desde 1918 em Alverca, junto a Lisboa, dedicando-se ao fabrico e manutenção de aeronaves. O ano 2003 representou uma nova era na história da empresa quando o governo português decidiu privatizar a maioria do seu capital.

Um dos mais recentes projectos ganhos pela empresa portuguesa, já neste mês de janeiro, foi um contrato para a pintura de três aeronaves F-16 da Força Aérea Holandesa, com opção para 11 aeronaves adicionais.

Além da aposta na OGMA, a Embraer tem ainda em curso em Portugal um investimento de 148 milhões de euros para construir duas fábricas na cidade de Évora, no Alentejo.

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Sonae Sierra compra mais 30% do shopping paulista Plaza Sul


A portuguesa Sonae Sierra reforçou a sua participação no Shopping Plaza Sul, em São Paulo, com a compra de 30% a um fundo do grupo Credit Suisse. Com o negócio a Sonae Sierra passará a deter 60% do Plaza Sul, que possui 23 mil metros quadrados de área bruta locável (ABL).

"Este acordo foi realizado com a CSHG Brasil Shopping FII, fundo administrado pela Credit Suisse Hedging-Griffo, para obtenção de uma participação adicional de 30% no Shopping Plaza Sul, em troca de uma participação minoritária no Shopping Penha e R$ 63,9 milhões em dinheiro", informou a Sonae Sierra em comunicado.

O Shopping Penha, localizado na zona Leste da capital paulista, possui 29,6 mil metros quadrados de ABL. A Sonae Sierra Brasil transferiu 17,12% de sua participação à CSHG Brasil Shopping FII. Com a transação, a Sonae Sierra Brasil reduzirá sua participação no Shopping Penha de 73,18% para 56,06%, ainda assim mantendo o controlo deste centro comercial.

O grupo português destaca que "esta transação reforça a estratégia da Sonae Sierra Brasil de procurar oportunidades de aquisição e reforço de participação em ativos, adicionando ao portfólio o controlo de um centro comercial de alta qualidade localizado na cidade de São Paulo e mantendo, ao mesmo tempo, uma participação de controlo em outro ativo".

Ambos os centros envolvidos nesta operação, sublinha a empresa portuguesa, "são, e continuam a ser, geridos pela Sonae Sierra Brasil".

CCA/PortugalDigital e Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro firmam acordo


Informação e divulgação de atividades de promoção económica e empresarial estão no centro do acordo de prestação de serviços e parceria firmado entre a CCA, empresa editora dos portais Portugal Digital e África21 Digital, e a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, presidida por Paulo Elísio Souza.

O acordo visa a divulgação noticiosa das atividades desenvolvidas pela câmara de comércio luso-brasileira, com sede em Fortaleza, e a cooperação em várias áreas.

A Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, uma das mais empreendedoras câmaras de comércio no Brasil, realiza regularmente encontros com os associados e eventos com a participação de autoridades e especialistas de vários setores de atividade, visando o estreitamento das relações econômicas, comerciais e empresariais entre o Brasil e Portugal, bem como o estreitamente de laços entre a generalidade dos países lusófonos.

A entidade, a primeira câmara portuguesa de comércio no Brasil, pretende potenciar sinergias entre os dois países e entre os associados. O Portugal Digital (www.portugaldigital.com.br), há nove anos online - e a sua newsletter diária, que comemorou em novembro de 2011 a edição número 2.000 -, é o principal veículo de comunicação luso-brasileira na Web, dando especial atenção ao noticiário econômico, político e cultural do Brasil e de Portugal e dos países de língua oficial portuguesa, em geral.

A CCA, que desenvolve também atividades de assessoria de imprensa e consultoria, edita igualmente o portal África21 Digital (wwwafrica21digital.com), com foco no noticiário dos países africanos e nas relações do Brasil com África e com a generalidade dos países lusófonos.

O Portugal Digital e o África21 Digital registram atualmente cerca de dois milhões de acessos mês, originados em mais de 100 países, e as suas newsletters chegam diariamente a mais de 50 mil subscritores.

Além da Câmara Brasil-Portugal no Ceará, da Câmara Portuguesa de Comércio em Minas Gerais e da Câmara Portuguesa do Rio de Janeiro, outras câmaras portuguesas e luso-brasileiras estão a renovar as parcerias com a CCA, empresa de comunicação com sede em Brasília e rede de correspondentes no Brasil e países lusófonos.

Obras de Fernando Pessoa autografadas vão a leilão


Duas primeiras edições de obras de Fernando Pessoa - a "Mensagem", de 1934, e "35 Sonnets", de 1918 - ambas dedicadas e autografadas pelo poeta, são leiloadas hoje pela Leiria & Nascimento.

Publicado um ano antes da morte de Pessoa (1888-1935) pela Parceria António Maria Pereira e por ele descrito como um "livro pequeno de poemas", "Mensagem" é composto por 44 poemas, sendo "Mar Português" o mais conhecido .

A obra valeu a Fernando Pessoa o Prémio Antero de Quental, na categoria de "poema ou poesia solta", do Secretariado da Propaganda Nacional, no ano em que foi publicado.

Obras em exposição


"35 Sonnets" é um dos dois livros em inglês publicados pelo escritor em 1918 (editora Monteiro & Co.) e com direito a resenha com destaque no diário britânico "The Times".


As obras levadas a leilão, que se realiza em parceria com a Escola de Música do Conservatório Nacional, estão em exposição desde quinta-feira nas instalações da leiloeira.


No leilão desta noite serão igualmente licitadas várias serigrafias de Cargaleiro, Menez e Júlio Pomar e ainda alguns instrumentos musicais, entre os quais um piano quarto-de-cauda ED.Seiler.

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30.1.12

Portuguesa Sonae Sierra fará emissão de R$ 300 milhões no Brasil



A Sonae Sierra Brasil, participada do grupo português Sonae Sierra, aprovou a realização de uma emissão de debêntures (títulos de dívida) no valor global de R$ 300 milhões, destinada a financiar o crescimento da empresa.

Serão lançadas no mercado debêntures simples, não convertíveis em ações, em até duas séries, com distribuição pública. A emissão terá 30 mil títulos, cada um com o valor de R$ 10 mil, informou a Sonae Sierra em comunicado.

A data de emissão prevista para os títulos é 15 de fevereiro próximo, mas a remuneração que será oferecida aos investidores ainda não foi definida.

Os recursos captados por meio da emissão serão destinados à aquisição de novos terrenos, ao aumento da participação da Sonae Sierra em centros comerciais, à eventual aquisição de novos centros comerciais, ao desenvolvimento de novos "shoppings" e ao reforço de caixa da companhia, indicou ainda a Sonae Sierra.

Portuguesa Selecta prepara fundo de R$ 200 milhões no Brasil


A Selecta, sociedade portuguesa que gere fundos de investimento imobiliário, pertencente ao grupo José de Mello, prepara-se para lançar no Brasil um fundo de R$ 200 milhões, onde deverão entrar vários fundos de pensões brasileiros. Em abril o projeto deverá ficar pronto, segundo o presidente da Selecta, José António de Mello.

O fundo já está previsto há vários meses. Discutido pela administração da Selecta em 2010, o projecto de lançar a empresa no Brasil havia sido revelado em novembro último pela revista lusa "Vida Imobiliária", "O mais importante foi a nossa convicção da existência de um grande potencial neste mercado. Reconhecemos que a conjuntura económica e social é favorável - existem oportunidades muito atrativas para os investidores", comentava o presidente da Selecta.

Há dias, José António de Mello revelou ao "Valor Econômico" novos detalhes do fundo. "Devemos receber aportes de cerca de 10 investidores, incluindo fundações grandes como Previ e Petros", indicou o presidente da empresa portuguesa.


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