Exportação de vinho português para o Brasil cresce 18,7%

O sector cresceu 3,6% em valor e 14% em volume no ano passado, representando 1,6% do valor total das exportações nacionais, informou ao mercado o Instituto da Vinha e do Vinho. Pela primeira vez, os vinhos "tranquilos" superaram os licorosos.
De acordo com os dados apurados pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), as vendas de vinhos portugueses ao exterior atingiram 675 milhões de euros e 2,97 milhões de hectolitros em 2011. O crescimento face ao ano anterior foi maior em termos de volume (14%) do que em valor (3,6%), indiciando uma quebra no preço de venda ao exterior de 9,1%.
Os vinhos "tranquilos" ( mais 10% em valor e mais 22% em volume) foram “o principal gerador deste crescimento”, tendo o valor das exportações deste segmento representado 51% do total. Pela primeira vez, ultrapassou o montante gerado pelos vinhos licorosos, que até agora tinha maior tradição na exportação.
A nota do IVV justifica ao mercado esta alteração no perfil exportador com a quebra verificada nos vinhos licorosos (-3,3% em valor e -3,4% em volume), “essencialmente devido à redução do volume de exportação de Vinho do Porto e Vinho Madeira”.
A tabela dos principais países de destino em 2011, que exclui os vinhos do Porto e Madeira), mostra que Angola se mantém destacado como o maior mercado para os vinhos nacionais. Os 627.474 hectolitros e 71,9 milhões de euros exportados para este país representam uma subida homóloga de 27,9% em volume e 30,6% em valor.
Os principais mercados repetem-se em 2011, com Angola, Reino Unido, França, Brasil, Alemanha e Estados Unidos (por ordem decrescente) a aumentarem todos o volume importado de Portugal.
A seguir aos angolanos, os britânicos ainda são os melhores consumidores para o vinho português, apesar da quebra de 2,6% em valor no ano passado.
A par do Reino Unido, no valor das exportações só os Estados Unidos quebraram também no ano passado (-4,1%), tendo os restantes evoluído positivamente. Como referido antes, Angola lidera o crescimento, seguindo-se na “lista dourada” o Brasil (+18,7%), França (+6,8%) e Alemanha (+5,5%).
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