1.1.11

Mensagem de Ano Novo do Presidente da República


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Aníbal Cavaco Silva, Presidente da República

No ano que agora terminou, Portugal foi confrontado com uma realidade que há muito se desenhava no horizonte.

A partir do 2º semestre de 2010 já ninguém pôde negar que o país atravessa uma situação de grave crise económica e financeira, a qual tem efeitos negativos no plano social.

Aquilo que para alguns era já uma evidência, para a qual na devida altura alertaram os Portugueses, foi finalmente reconhecido por todos, a começar pelos decisores políticos.

Não iludir a realidade é um sinal positivo e uma atitude responsável, pois representa o primeiro passo para mudar de rumo e corrigir a trajectória.

No ano de 2010 comemorou-se o centenário da República e os 25 anos da nossa adesão às Comunidades Europeias.

A República, a democracia e a integração na União Europeia constituem opções estratégicas que Portugal tomou no século XX. Em torno delas, formou-se um grande consenso nacional.

O regime republicano encontra-se plenamente consolidado ao fim de 100 anos de existência.

Por outro lado, é em democracia que todos aspiramos viver e ninguém deseja o regresso aos tempos da ditadura.

Por fim, nenhuma pessoa de bom senso pode questionar o acerto da opção que tomámos ao participar no projecto europeu e na moeda única, o euro.

Uma República democrática e integrada na União Europeia corresponde à síntese daquilo que somos e daquilo que queremos ser nos alvores deste novo milénio.

Os tempos que atravessamos são de grandes dificuldades. Seria faltar à verdade afirmar que essas dificuldades vão desaparecer no ano que agora começa.

Portugal tem hoje mais de 600 mil desempregados. O desemprego está a penalizar muito os mais jovens. A par disso, assistimos ao recrudescimento da pobreza em níveis que são intoleráveis.

É sobretudo nos tempos mais adversos que os sacrifícios têm de ser repartidos de uma forma justa por todos, sem excepções ou privilégios.
Perante as situações de pobreza e exclusão com que somos confrontados, pretender fugir aos sacrifícios é uma atitude que não se coaduna nem com os mais elementares princípios da ética republicana nem com o valor fundamental da coesão social.

A coesão social é um elemento-chave da coesão nacional. É imprescindível que estejamos unidos para enfrentar as dificuldades que atravessamos e que, repito, não irão desaparecer em 2011.

Os Portugueses deram mostras, ao longo do ano de 2010, que reconhecem o valor e a importância da coesão e da solidariedade.

O País foi afectado por intempéries naturais, na Madeira, nos Açores, no Continente.Logo se geraram campanhas de apoio às famílias e aos cidadãos atingidos por essas situações de calamidade.
É também exemplar o modo como os Portugueses participaram nas campanhas lançadas pela sociedade civil com vista à recolha de produtos alimentares e bens de primeira necessidade.

Às instituições de solidariedade social e àqueles que se destacam no trabalho de voluntariado, em especial ao voluntariado jovem, quero, como Presidente da República, deixar uma palavra do meu maior apreço.

Um povo com tamanha generosidade dá-nos todas as razões para termos esperança e confiança.

É por tudo isto que considero essencial que 2011 fique marcado pela firmeza no combate ao desemprego e à pobreza.

Estou certo de que podemos vencer.

Vivemos nesta terra há muitas centenas de anos. A nossa História teve momentos tão ou mais difíceis do que este. Durante várias décadas, perdemos até a independência, mas soubemos reconquistá-la.

Atravessámos situações financeiras muito graves e hoje, todos temos de o reconhecer, possuímos uma vida melhor do que todas as gerações que nos precederam.

Portugal é, actualmente, um país mais justo, mais desenvolvido e mais livre do que o foi ao longo de toda a sua História.

É justamente por isso, porque temos capacidade de ultrapassar as dificuldades do presente, que temos de nos unir.

Não podemos deixar para trás os que mais precisam: os jovens que buscam emprego, os desempregados de longa duração, os idosos mais carenciados, os que sofrem a pobreza e a exclusão, as crianças em risco, os deficientes, as famílias que enfrentam grandes privações.

A luta para que estes Portugueses não sejam abandonados não é monopólio de ninguém, pois constitui responsabilidade de todos.

Como tenho vindo a insistir há muito tempo, o caminho do nosso futuro tem de assentar muito claramente no aumento da produção de bens e serviços que concorrem com a produção estrangeira, no reforço da competitividade das nossas empresas e na redução do endividamento do País ao estrangeiro.

A todos os Portugueses, quer os que vivem no país, quer os que vivem no estrangeiro, desejo um ano de 2011 feito de trabalho e de paz, um ano feito de esperança.

A todos os Portugueses, desejo um Bom Ano Novo.

Aníbal Cavaco Silva

Presidente da República
Palácio de Belém, 1 de Janeiro de 2011

30.12.10

Motociclos portugueses chegam ao Brasil


A empresa AJP Motos, única fabricante de motociclos em Portugal, começou a comercializar a sua produção no Brasil e no princípio de 2011 prepara-se para fazer o mesmo no Japão, disse o diretor da empresa.

A marca está representada em 18 países, com a França a absorver 30 por cento da produção da empresa e a Espanha 15 por cento, mas para António Pinto, diretor da AJP, o Brasil tem potencial para se tornar o principal mercado externo das motos portuguesas.

«O primeiro contentor de motos que enviámos para lá foi vendido quase numa semana», revelou o empresário.

Por isso, «pela reação das pessoas e da própria imprensa especializada, acredito que daqui a pouco tempo o Brasil pode vir a ser o nosso principal mercado de exportação», acrescentou.

Leia mais no Sol

Maioria dos jornais portugueses adopta Acordo Ortográfico em 2011


A generalidade dos jornais portugueses adoptará o novo Acordo Ortográfico a partir do próximo ano, com o Público a permanecer inalterável na decisão de não aderir ao novo modelo.
Sol, DN, JN, i e A Bola são títulos que adoptarão o novo acordo durante 2011. Actualmente, o semanário Expresso e o desportivo Record são os jornais cujos textos já seguem o novo Acordo Ortográfico, que se encontra também já em vigor no mundo dos media na agência Lusa e na revista Visão, por exemplo.

O semanário Sol aplicará o acordo aquando do quinto aniversário, na edição de 16 de Setembro, disse fonte da direcção. Já o desportivo A Bola, garantiu o director Vítor Serpa, aplicará o acordo quando se iniciar o ano lectivo, em Outubro, período que será também o da aplicação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no sistema educativo.

Menos concretas são as metas de outros títulos. No caso do DN "não há decisão tomada" para a adopção do acordo, garantindo o director João Marcelino que o jornal "vai utilizar a data limite" e o processo de transição até à passagem para os documentos oficiais.

No JN, por seu turno, "estão a ser dar passos" para a introdução em 2011, embora o director José Leite Pereira não avance ainda com uma meta. O desportivo O Jogo, do mesmo grupo (Controlinveste), não tem também um prazo concreto para começar a escrever com o novo Acordo Ortográfico.

"Algures durante 2011" é a projecção que Manuel Queiroz, director do i, faz para a aplicação do acordo no diário do grupo Lena.

Caso diferente é o do Público, que desde um editorial de Dezembro de 2009 declarou que não iria colocar em prática o Acordo Ortográfico, contestando as alegadas vantagens de uma norma global para o português escrito.

Contactada pela agência Lusa, a directora Bárbara Reis reiterou a posição do jornal asseverando que o Público levará "até ao limite" a sua posição.

O Correio da Manhã, da Cofina, começou a adopção ao novo acordo em 2009, e a ideia, explicou fonte oficial da Cofina, é "aderir paulatinamente" ao Acordo Ortográfico.

Nos económicos, o Jornal de Negócios (Cofina) não tem ainda uma decisão formada, sendo este um assunto "em agenda". No entanto, explicou o director adjunto João Cândido da Silva, o título deverá aderir "provavelmente algures em 2011" ao acordo.

O Diário Económico, por sua vez, anunciou no começo do ano que iria adoptar o acordo ortográfico em 2010, com o director António Costa a considerar então que o processo devia ser "discutido com a redacção".

O responsável do jornal detido pela Ongoing, contactado pela Lusa, remeteu detalhes sobre a entrada do acordo ortográfico no jornal para mais tarde.

No que refere às televisões, a aplicação do Acordo Ortográfico está dependente de um entendimento comum entre os operadores, o que até ao momento ainda não se verificou.

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29.12.10

A importância económica das comunidades portuguesas no exterior


O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, António Braga, concedeu importante entrevista ao site suisso swissinfo.ch, em que sublinha a relevância económica das comunidades portuguesas no exterior.

É dela que extraimos este trecho:

"O que podemos apurar, do ponto de vista estatístico, são as remessas feitas pelos portugueses para Portugal. Até junho de 2010, esse valor seria de mil milhões de euros. Isso significa 0,65% do PIB. Já foi mais no passado, quando esse valor rondou o 1,5% do PIB, o que é muito relevante. Estamos falando aqui de remessas líquidas.

Mas temos de levar em conta outros tipos de  valores que não são contabilizados em dinheiro. São negócios, parcerias na área de internacionalização da própria economia, acordos e parcerias com empresas nacionais, importação ou exportação, etc. O seu peso é sempre muito positivo, mas achamos que poderia ser muito mais.

De fato, essa diáspora tem uma dimensão e, sobretudo, uma diversificação planetária - ou seja, ela está presente em todas as partes do mundo. Por exemplo: identificamos 120 mil empresas no estrangeiro que são de propriedade, ou maioria de propriedade e capital de portugueses que estão no estrangeiro; delas, 20 mil são grandes empresas.

Esse é um potencial que Portugal nunca explorou - talvez por preconceito interno frente ao afastamento dos portugueses que estão lá fora - e que, em minha opinião, está  subaproveitado. Esse potencial da comunidade portuguesa no exterior pode e deve ajudar mais economia nacional.

Se essas pessoas insistem em continuar a crescer portugueses, elas estarão disponíveis - com programas apropriados - a poderem investir em Portugal. Isso não significa desinvestir dos projetos que têm lá fora, mas sim incluir Portugal na rota desses investimentos e dessas oportunidades para facilitar a internacionalização da própria economia e das empresas portuguesas.

Por esse preconceito ser real, nunca houve uma política pública dirigida para esse sector. Este governo criou um programa chamado Netinvest, que procura responder as questões que levantei agora. Com isso criamos uma espécie de via verde para favorecer o investimento em Portugal, informando sobre as facilidades, oportunidades e estímulos para ele. Criámos também condições para que empresas portuguesas possam conhecer as empresas desses outros portugueses que estão lá fora, e com isso, eventualmente, beneficiar-se de uma plataforma para chegar melhor a este ou aquele continente já tendo um interlocutor que fale a sua língua."

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Lince - conversor para a nova ortografia da Língua Portuguesa


O Lince, programa escolhido como norma para corrigir o português tendo em conta o novo acordo ortográfico, já foi descarregado na Internet mais de 54 mil vezes desde o seu lançamento,
O Lince é um programa informático gratuito desenvolvido pelo Instituto de Linguística Teórica e computacional (ILTEC), que pode ser utilizado em qualquer sistema operativo e descarregado através do site http://www.portaldalinguaportuguesa.org/.

"Tendo em conta que os organismos oficiais do Estado só adotarão [o acordo ortográfico] em janeiro de 2012, estes números estão acima das nossas expectativas e significam que as pessoas se estão a preparar para a mudança", disse José Pedro Ferreira, do ILTEC, que revelou os dados à agência Lusa.

O acordo ortográfico entrou em vigor este ano, mas apenas será aplicado a todos os serviços e organismos estatais portugueses, assim como no Diário da República, a partir do dia 01 de janeiro de 2012. No sistema educativo, a nova norma ortográfica será aplicada no próximo ano lectivo, de 2011/2012.

"O Lince não é um editor de texto nem um verificador ou corretor ortográfico, e apenas converte texto escrito corretamente segundo os instumentos ortográficos anteriormente em vigor…"

Se desejar obter mais informações e/ou transferir o programa pode utilizar, p.ex., o URL

TV Bandeirantes mostra gastronomia portuguesa


O programa "Dia a Dia", da Rede Bandeirantes de Televisão, apresentado por Daniel Bork, de segunda a sexta, das 10h às 11h15, apresenta nesta quarta feira, 29, uma matéria especial conduzida pelo chef Julio Cruz sobre o melhor da gastronomia portuguesa, uma ceia de ano novo à portuguesa.

O local escolhido pela produção do programa foi o restaurante Rancho 53, localizado na rodovia Castelo Branco Km.53, na rodovia Castello Branco, Km 53 - próximo de São Paulo.

Os pratos terão como protagonista o Sr. Bacalhau, ao forno e à moda portuguesa. Não poderia ser diferente, já que o restaurante Rancho 53 é considerado um dos principais cardápios de bacalhau do Brasil, com 17 opções diárias.

A casa é comandada por João Carlos Ferreira, na cozinha está o chef cearense Zézinho e nos mais de 400 rótulos de vinhos,  uma das maiores adegas de vinhos portugueses do país, está o somelier Luciano Bressan.

"Misto de restaurante e empório de produtos portugueses, tem instalações, carta de vinhos e ementa acima da média para um "beira-de-estrada". Serve postas do bacalhau mais nobre (gadus morhua) em porções para duas pessoas", segundo nota do Guia Quatro Rodas 2010.

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Cantora portuguesa Lula Pena entre os melhores de 2010 para revista americana


O álbum «Troubadour», de Lula Pena, foi eleito pela revista norte-americana «PopMatters» um dos melhores de 2010 na área de world music, ao lado de artistas como Konono n.º 1 e Omar Souleyman. Trata-se de um disco editado no verão pela Mbari, com a cantora a interpretar à guitarra acústica sete canções.

Os sete temas têm todos a marca pessoal de Lula Pena, uma interpretação que atravessa o fado, a música brasileira, mediterrânea e francesa, mas em rigor só um tema é da sua autoria. Os restantes são uma montagem livre a vários compassos, um recorte a partir de um cancioneiro musical e literário que a acompanha há vários anos e que vai de Chico Buarque a António Gamoneda, de Dolores Duran a Frederico de Freitas, de Herberto Helder a David Mourão-Ferreira.

Para a publicação PopMatters, «Troubadou foi a grande surpresa editorial no que toca à edição em Portugal, ainda que refira uma boa colheita nacional na área do «fado e seus derivados», com Ana Moura e Deolinda.

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Brasileiros ocupam 93% do Vip Executive Art's, em Lisboa, para a passagem do ano



"O mercado brasileiro ocupa 93% do hotel do Vip Excutive Art's para o fim-do-ano", disse Rui Fajardo, director-geral da unidade de 4-estrelas com 300 quartos, localizada no Parque das Nações, em Lisboa.

"Estamos praticamente por conta do mercado brasileiro", acrescentou o executivo que especificou que são "mais de 500 turistas"que fizeram "tranquilamente check-in no hotel".

Os três grupos de brasileiros são oriundos sobretudo de Natal e Salvador e entraram no início da semana para passarem o réveillon em Lisboa, espalhados por diversos eventos.

Rui Fajardo comentou ainda que "os brasileiros, que melhoraram consideravelmente o seu nível de vida, aproveitam a oportunidade para virem a Portugal nesta época".

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Vila Galé Cumbuco - projecto turístico português desenvolve nordeste brasileiro

O resort Vila Galé Cumbuco é o primeiro numa zona que estava completamente arredada do circuito turístico no nordeste brasileiro

Por detrás do investimento directo de 40 milhões num resort de luxo, o grupo português crioou emprego e conseguiu o saneamento da freguesia

O resort Vila Galé Cumbuco é o primeiro numa zona que estava completamente arredada do circuito turístico no nordeste brasileiro

Muito antes da abertura do resort, inaugurado há pouco tempo, o grupo português Vila Galé já era a melhor coisa que alguma vez aconteceu a este vilarejo do município de Caucaia, no nordeste brasileiro. Quando estiver em velocidade de cruzeiro, a vila piscatória bem pode dar o nome do presidente do grupo, Jorge Rebelo de Almeida, a uma das suas ruas.

"Fizemos tudo para que a Vila Galé se implantasse em Caucaia", admite Washington e Góis, prefeito do município que conseguiu dar a volta a um projecto que parecia impossível. O grupo português esteve 3,5 anos à espera de autorização para construir, e só não desistiu porque acreditava no conceito: "Houve muito sofrimento", confessa Jorge Rebelo de Almeida.

E dinheiro. O grupo Vila Galé investiu directamente 40 milhões de euros no empreendimento, cuja principal novidade é o spa médico Satsanga (ver texto ao lado). Além disso, as ambições dos Rebelo de Almeida vão bem além do Vila Galé Cumbuco: a ideia é construir condomínios residenciais em volta e vender os terrenos restantes a duas ou três cadeias de resorts, que ajudem a elevar o Cumbuco a destino turístico e incentivem a criação de pacotes turísticos nas agências de viagens. Por outro lado, está previsto o desenvolvimento de um campo de golfe de nove buracos, que avança no final de 2011.

Para os 1346 habitantes da freguesia do Cumbuco, que vivem de chinelo no pé o ano todo, a Vila Galé foi uma espécie de Messias. "Conseguimos o saneamento do Cumbuco e a iluminação de praia por causa disso", confirma Washington de Góis, acrescentando que foi dada autorização para recuperar estradas velhas para dar acesso ao resort.

Só nestas intervenções serão gastos 52 milhões de reais (perto de 22 milhões de euros), um milhão (440 mil euros) dos quais na iluminação. "Isso vai gerar divisas e empregos, nós capacitamos os funcionários", diz ainda. O prefeito de Caucaia era um homem profundamente agradecido, que não escondeu a sua admiração por Rebelo de Almeida durante a badalada inauguração do resort.

Para garantir que o projecto ia para a frente, a Prefeitura deu vários incentivos fiscais ao grupo, incluindo a redução ou isenção de alguns impostos. Ainda assim, Jorge Rebelo de Almeida admite que o retorno será a longo prazo: dez a 12 anos.

Nos recursos humanos o impacto do projecto foi enorme: o Vila Galé dá emprego directo a 270 pessoas, todas naturais do Cumbuco ou de Fortaleza. "É uma obra audaciosa", atira Davi Perez de Sales, um auditor que começou a trabalhar com o grupo há menos de dois meses. Além dos empregos directos, o grupo deu formação a mais de 500 pessoas, por uma questão de absentismo: segundo explica Gonçalo Rebelo de Almeida, director de marketing do grupo, é raro o dia em que não faltem pessoas ao serviço. Por isso, é sempre preciso ter funcionários a mais.

O apelo do Cumbuco é sobretudo a sua geografia especial: a região é atravessada por dunas - óptimas para passeios vertiginosos de buggy, ventos fortes que são as delícias dos amantes de desportos náuticos, com o kitesurf à cabeça, e temperaturas que nunca baixam dos 25 graus o ano todo. Qualquer habitante da região confirma: não se compram casacos nesta zona, a não ser que sejam de ganga para proteger dos fortíssimos ares condicionados.
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Lisboa – melhor cidade do mundo para realização de congressos


Lisboa - Parque das Nações

O resultado de um inquérito realizado pelo Observatório do Turismo de Lisboa a 909 congressistas estrangeiros, mostrou que a cidade de Lisboa foi considerada como a melhor cidade do Mundo para a realização de congressos e ainda um destino turístico recomendado por 100% dos participantes no mesmo Inquérito.

Lisboa somou 8,2, numa escala de 0 a 10, ficando assim à frente de cidades como Londres, Madrid, Paris, Milão, Nova Iorque, Munique, Barcelona, Roma, Amesterdão, São Paulo e Berlim. Os critérios mais valorizados pelos congressistas foram a qualidade dos equipamentos e a funcionalidade dos apoios no local dos congressos.

Mais de metade dos congressistas inquiridos (62,2%) já tinha estado em Lisboa. Quando questionados sobre qual a probabilidade de regressar a Lisboa, 99,2% considerou “provável ou muito provável” que isso aconteça.

Entre os inquiridos, na maioria espanhóis, ingleses, e franceses, a estada média em Portugal dois de 4,5 dias, com alojamento em hotéis de quatro e cinco estrelas, com uma despesa média de 1656 euros por participante.

28.12.10

Passageira da TAP para São Paulo é a 14 milhões no Aeroporto de Lisboa



Uma passageira do voo da TAP hoje de manhã de Lisboa para São Paulo, Brasil, vai ficar associada à primeira vez que o Aeroporto da Portela atingiu a marca dos 14 milhões de passageiros num ano.

Uma informação da ANA indica que se trata de Ana Paula Coretti, que fez o check-in para o voo da TAP para São Paulo cerca das 9h30.

A informação diz ainda que a passageira 14 milhões foi presenteada com “um conjunto de prémios” e que o “evento contou com as presenças do Presidente do Conselho de Administração da ANA, Eng. Guilhermino Rodrigues, e do Administrador da TAP, Luís Mor”.


“Este marco histórico vem confirmar as previsões feitas pela ANA, Aeroportos de Portugal relativamente ao crescimento do tráfego de passageiros e que justificam a aposta da Empresa no Plano de Expansão do Aeroporto de Lisboa”, sublinha o comunicado.

A rota de São Paulo é uma das que mais cresce no Aeroporto de Lisboa, tendo até Novembro mais cerca de 65,6 mil passageiros (+28,9%) que no ano passado.

De acordo com os dados do Aeroporto de Lisboa, até ao fim de Novembro viajaram 250,9 mil passageiros entre Lisboa e São Paulo, que é assim a segunda rota intercontinental com mais movimento, depois de Luanda, com 315,29 mil, e à frente do Rio de Janeiro, com 238,09 mil.

Leia mais no Presstur

Alentejo rivaliza com Toscânia ou Provença - diz antiga embaixatriz do Brasil

Após viver em Nova Iorque, Lisboa e Madrid, devido à carreira diplomática do marido, a brasileira Christina Autran descobriu no Alentejo “o melhor de todos os mundos”. Compara-o à Provença ou à Toscânia, com vantagem para a região portuguesa.

 Uma paixão partilhada com o marido, Carlos Garcia, que foi diplomata em embaixadas do Brasil mundo fora, como a de Lisboa, e chegou a ser embaixador em Espanha.

Agora, com o marido já reformado, a antiga embaixatriz lançou no Brasil um livro sobre o Alentejo, região onde passam largas temporadas e têm casa, em Vimieiro (Arraiolos).

“Os brasileiros, quando vêm para cá, vão a Évora, almoçam muito bem, fazem aquele passeio e acabou. Mas tem tanta coisa mais para ser vista… E é isso que eu quis fazer, mostrar que tem mais”, assegura à agência Lusa.

E o que é esse “mais”? A também jornalista e escritora não hesita, quando é para falar sobre o seu “cantinho” português.


“A geografia, a paisagem, os frutos dessa paisagem, a comida deliciosa, os passeios incríveis, as cidades, as vilas, a arquitetura. Acho isto tudo encantador”, diz.

Sem a pretensão de guia, o livro é assumido como “um relato apaixonado e impressionista” da região. Com sotaque brasileiro, mas já com coração alentejano.

Na obra “O Meu Alentejo – Aventuras e dicas de uma brasileira no sul de Portugal”, da editora Record, Christina apresenta “sugestões de passeios e programas agradáveis” e “recomendações pessoais” de alojamento e restaurantes.

A autora recorda ainda como o casal trocou o “glitter (brilho) de Nova Iorque” por Portugal, no início dos anos 80, e o fascínio pela paisagem alentejana: “Adoro estas árvores impressionantes, retorcidas, com a maior personalidade. Um sobreiro descascado é uma imagem que a gente não esquece”.

O “romance” foi assumido mais tarde, em Espanha, quando descobriram o terreno certo e construíram a casa, de barras azuis e “pintada” de alecrim, oliveiras, laranjeiras e limoeiros.

Na Quinta da Boa Vista, batizada com o nome da casa onde se instalou a família real portuguesa ao mudar-se para o Rio de Janeiro, a jornalista evoca o “seu” Alentejo, o do livro, escrito quando abraçou a vida rural.

“No sentido geográfico, este é o ‘meu’ Alentejo, o das minhas redondezas”, conta, acrescentando que, o das emoções, é vasto como as planícies: “É este céu azul, uma lareira, as laranjeiras, a feira de Estremoz. É comer bem, é um porco preto, um bom azeite e um bom vinho”

Com o livro a “vender bem” no Brasil, e conversações para uma possível edição portuguesa, a escritora fica “feliz” por divulgar uma região que, apesar dos vinhos famosos, ainda é “pouco conhecida”.

Mas que, na hora de traçar destinos de viagem, pode rivalizar com a Provença francesa ou a Toscânia italiana, “lugares lindos, com todas as características que existem aqui” e que “têm um marketing extraordinário”.

“Todo o mundo vai para lá e adora. Porque não vir para cá também? Especialmente os brasileiros. Vão encontrar um estilo de vida semelhante e sem o problema da língua. Eu acho que é o melhor de todos os mundos”, garante.

Christina Autran é autora dos livros Sabores do Brasil — receitas da embaixada, prêmio especial do júri do Gourmand World Cookbook Awards 2006; Por que a mulher gosta de apanhar — e outras reportagens dos anos 1960 e 1970; A gula do poder e O poder da gula", em co-autoria; e do livro de poesias Na ponta do lápis.

Trabalhou no Jornal do Brasil, nas revistas Manchete, Veja e Diner's, na TV Globo, nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasília.

Christina Autran é autora dos livros Sabores do Brasil — receitas da embaixada, prêmio especial do júri do Gourmand World Cookbook Awards 2006; Por que a mulher gosta de apanhar — e outras reportagens dos anos 1960 e 1970; A gula do poder e O poder da gula", em co-autoria; e do livro de poesias Na ponta do lápis.

Trabalhou no Jornal do Brasil, nas revistas Manchete, Veja e Diner's, na TV Globo, nos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasília.

Estudo revela perfil do imigrante brasileiro em Portugal


No encontro científico “Migrações Internacionais: Brasileiros no Mundo", que decorreu em Lisboa, foram apresentados os resultados prévios de um projecto sobre os imigrantes brasileiros em Portugal realizado em conjunto pelo Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa), o Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações (do Instituto Superior de Economia e Gestão de Lisboa) e o Centro de Estudos Sociais de Coimbra.

O projecto, intitulado “Vagas Atlânticas: Brasileiros em Portugal”, está sendo desenvolvido desde Novembro de 2007 e deverá estar concluído em Janeiro de 2011.

Segundo a investigadora científica Beatriz Padilla, 1398 inquéritos foram aplicados, de Janeiro a Junho de 2009, numa amostra de imigrantes brasileiros, maiores de 16 anos, residentes em todo o país. O objectivo deste estudo foi, “através dos fluxos migratórios ao longo do tempo e da sua distribuição territorial, delinear as formas de integração e as perspectivas futuras do imigrante brasileiro que reside em Portugal.”

De acordo com o estudo, 84% dos imigrantes brasileiros que vivem em Portugal têm entre  20 e 44 anos e 57% são do sexo feminino. Além disso, grande parte destes imigrantes são bastante qualificados, visto que mais de 50% dos entrevistados disseram possuir o segundo grau e mais de 20% nível universitário.

Quanto à proveniência, a maioria dos imigrantes é oriunda do estado de Minas Gerais, seguido pelos estados de São Paulo e Paraná, respectivamente.

Se, por um lado, mais de 30% dos entrevistados disseram ter um companheiro(a) de nacionalidade brasileira, por outro lado, mais de 20% das mulheres brasileiras entrevistadas disseram ter um companheiro de nacionalidade portuguesa.

Quanto a inserção no mercado de trabalho e a mobilidade profissional dos imigrantes brasileiros em Portugal, a maioria destes imigrantes encontra-se no sector do comércio, alojamento, alimentação, transportes e similares; e os grandes empregadores em Portugal são as pequenas empresas.

No que diz respeito à integração dos brasileiros na sociedade portuguesa foi lembrado que, a maioria (76%) entra em Portugal como turista, sem precisar de qualquer tipo de visto. Vêm e ficam, maioritariamente, em alojamentos com outros imigrantes (33,3%) ou em casas de familiares, amigos ou conhecidos (21,2%).

A maior parte também revelou já ter sentido algum tipo de discriminação e 50,8% disse que os relacionamentos extra-profissionais se dão com pessoas da comunidade brasileira. 34,1% pretendem voltar para o Brasil; 30,2% ainda não sabem; e 17,2% tencionam permanecer em Portugal. Observou-se, porém, que os que pretendem voltar ao Brasil são os que mais se relacionam com a comunidade brasileira. Em contrapartida, os que tencionam ficar em Portugal procuram relacionar-se mais com a comunidade portuguesa.

Beatriz Padilla chamou atenção para o facto dos dados empíricos obtidos, “ilustrarem a diversidade dos fluxos migratórios, confirmarem a “feminização” desta migração; mostrarem que a qualificação média e média alta têm ultrapassado a baixa qualificação; e que as relações transnacionais têm ganho mais importância”.

O investigador português Jorge Malheiros também referiu a alteração dos fluxos migratórios, dizendo que estes, atualmente, têm envolvido mais idas e vindas entre Brasil e Portugal. Neste contexto, Durval Magalhães Fernandes, investigador da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, lembrou que a posição brasileira diante da crise internacional tem sido de incentivo à decisão de retornar ao Brasil.

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Grupo português vai investir mais R$300 milhões em energia eólica no Brasil


O grupo português Martifer vai investir mais 300 milhões de reais na construção de novos quatro parques eólicos no nordeste do Brasil, uma operação que será feita em parceria com o Banco Santander Brasil, informou o presidente executivo do grupo.

Jorge Martins adiantou que os quatro parques terão uma potência instalada de 90,3 megawatts e, nos termos do contrato, terão de estar em funcionamento até Julho de 2012.

Jorge Martins acrescentou que a parceria anunciada ao mercado entre a Martifer Renováveis, empresa do grupo para as energias renováveis, e o Santander Brasil terá ainda de receber luz verde das autoridades brasileiras.

Dois parques ficarão situados no estado do Ceará e os restantes dois no estado do Rio Grande do Norte, aumentando significativamente a capacidade eólica instalada da Martifer no Brasil, que é actualmente de 14 megawatts.

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Documentário "Complexo - Universo Paralelo" estreia dia 13 de janeiro


O documentário "Complexo - Universo Paralelo", de Mário e Pedro Patrocínio, sobre a favela brasileira Complexo do Alemão estreia em Portugal dia 13 do próximo mês.

O filme, que teve antestreia em outubro no Doclisboa, também já foi exibido no Brasil e nos Estados Unidos, onde recebeu o prémio direitos humanos no Artivist Film Festival.

"Complexo - Universo Paralelo" foi rodado por dois irmãos portugueses, Mário e Pedro Patrocínio (foto), numa das mais perigosas favelas brasileiras, o Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.

Ongoing entra no grupo editorial Babel e reforça projectos para o Brasil


A  Ongoing comprou uma participação minoritária no grupo editorial Babel, que se tornará maioritária ao longo do próximo ano, disse o director de comunicação do grupo de telecomunicações.

Segundo Ricardo Santos Ferreira, o objectivo é o "reforço dos meios" para levar a cabo a estratégia da Babel, formalmente apresentada em Fevereiro deste ano por Paulo Teixeira Pinto, ex-presidente do Banco Comercial Português, e que integra nove chancelas: Ulisseia, Arcádia, Guimarães, Ática, Verbo, Athena, Centauro, K4 e Pi.

Essa estratégia esteve já na origem de uma parceria firmada entre Babel e Ongoing em Abril deste ano, prendendo-se com o desenvolvimento de projectos para o mercado dos países de língua portuguesa.

"Adquirimos uma participação minoritária, nesta altura, mas temos um acordo para reforçar essa participação até 66%, ficando com a maioria do capital. Mas os sócios fundadores continuam na empresa", indicou o responsável.

A integração no grupo Ongoing, de Nuno Vasconcellos, faz com que seja possível uma aposta mais forte no Brasil, apontou Ricardo Santos Ferreira, acrescentando que "a Babel está neste momento a preparar o investimento no Brasil, que será concretizado no próximo ano, em princípio em Fevereiro, um ano depois da criação formal da editora". 

Detentor de uma participação na Portugal Telecom e o maior accionista da empresa de tecnologia Mobbit, o grupo Ongoing é, no sector da comunicação social, líder do mercado de informação económica em Portugal, através do Diário Económico, tendo lançado no mercado brasileiro o jornal Brasil Económico e assinado um acordo para comprar o grupo editorial O Dia, o que tornará a sua participada EJESA no terceiro maior grupo da imprensa brasileira.

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Portugal na mira de grandes empresas brasileiras


Durante muitos anos foram as empresas portuguesas que foram às compras ao Brasil. Agora a tendência mudou e as grandes empresas brasileiras estão a olhar para Portugal como a maneira mais fácil de entrarem na Europa mas também em África.

Na verdade as oportunidades são muitas. O Governo português já anunciou a sua intenção em privatizar, por exemplo, a TAP. Por essa razão a TAM – que é uma grande companhia aérea brasileira que se associou à Lan Chile, transformando essa aliança na maior companhia aérea da América do Sul – está atenta à privatização da TAP. Seria a forma mais rápida de entrar na Europa e em África fazendo um “megahub”, uma base de operações, em Lisboa.

Outras empresas estão atentas às oportunidades de negócios em Portugal. É o caso da Camargo Correa, que já é o maior accionista da CIMPOR; a Eike Batista, que quer investir na área da mineração e é propriedade do brasileiro que é o oitavo mais rico do mundo; a Petrobras, na área da energia, e a Andrade Gutierrez na área da construção e energia.

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Brasil é mercado prioritário na exportação de vinhos portugueses


Situada no Alto Douro Vinhateiro, região de onde sai o conhecido vinho do Porto, a Quinta Nova produz actualmente cerca de 200 mil garrafas da bebida por ano - no entanto, tem capacidade para produzir três vezes mais. A diferença entre produção e potencial é um exemplo da expectativa de crescimento que as empresas vinícolas portuguesas esperam para os próximos anos com o aumento das exportações.

No ano passado, o sector português obteve uma receita de 259 milhões de euros com as vendas externas de vinho. No final de 2011, a estimativa é que chegue a 600 milhões de euros, um crescimento de 131,6% em apenas dois anos.

Na rota dos vinhos portugueses, o Brasil é responsável por apenas 14 milhões de euros (5,4%) do total de vendas, ocupando a nona colocação entre os principais destinos da bebida. Entretanto, Portugal tem reforçado as suas acções para promover o produto fora do país e o mercado brasileiro é prioritário.

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27.12.10

Portugal é o terceiro destino do investimento brasileiro na Europa


Portugal é o terceiro destino dos investimentos brasileiros na Europa, atrás do Luxemburgo e da França.

De janeiro a novembro deste ano, as empresas brasileiras investiram em Portugal 959 milhões de dólares, 20 vezes mais do que em relação ao total investido em 2006.

No ranking geral, que incluiu todos os países, inclusive os paraísos fiscais, Portugal foi o quinto principal destino do investimento brasileiro no exterior.

"A crise económica tornou-se uma oportunidade de investimento para as empresas brasileiras, que estão a apostar cada vez mais nos mercados da Europa, enquanto os instáveis vizinhos sul-americanos perdem espaço", escreve o jornal Folha de São Paulo.

Os primeiros destinos europeus do investimento direto brasileiro receberam 16,9 por cento do total, percentual que se compara aos 3,7 por cento registados em 2006.

O investimento na França nos 11 primeiros meses deste ano ascendeu a 1,13 mil milhões de dólares.

Entre os países europeus que mais recebem investimento brasileiro, a Holanda ocupa a quarta posição, com um total de 774 milhões de dólares, no período em análise.

O ranking geral do destino dos investimentos brasileiros no estrangeiro é liderado pelas Ilhas Cayman, com oito mil milhões de dólares.

Em segundo lugar, no ranking global, aparecem os Estados Unidos, com 3,62 mil milhões de dólares, o que corresponde a um aumento superior a três vezes.

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Cresce número de turistas brasileiros em Lisboa


O projeto "Lisboa Convida", desenvolvido o ano passado pelo Turismo de Lisboa, no Brasil, ganhou na categoria de Relações Públicas Internacionais na 30ª edição do Prémio Nacional de Opinião Pública do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas do Brasil.

A iniciativa visa divulgar Lisboa,  "uma cidade com imagem forte, onde se fala ala a mesma lingua do Brasil e é uma formidável porta de entrada para a Europa" - disse .a diretora-executiva do Turismo de Lisboa, Paula Oliveira.

Paula Oliveira manifestou a sua satisfação pela distinção pois o mercado brasileiro está sendo trabalhado mais profundamente desde 2009. O orçamento é de meio milhão de euros para o investimento da iniciativa "Lisboa Convida" para o Brasil, sendo este mercado extraordinariamente importante para a capital portuguesa.

Lisboa tem um share acima dos 60 por cento, no quadro das dormidas de brasileiros no país, está com um crescimento acima dos 50 por cento face ao ano passado, o que faz doo Brasil, neste momento, o segundo mercado, logo depois da Espanha.

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Brasil entre as prioridades do turismo português


O Ministro do Turismo de Portugal, Bernardo Trindade, lançou em outubro a Campanha de Imagem de Portugal no Brasil

O turismo português deve apostar em novos mercados para se promover. O Barómetro Academia do Turismo procurou perceber junto dos especialistas as possíveis soluções que melhor podem responder às necessidades do turismo nacional e 73% consideram que a aposta da promoção externa do turismo português deve centrar-se em novos mercados, estando  o Brasil  e a China no topo da lista de preferências, seguidos da Europa de Leste e da Rússia.

A confiança no desempenho do sector do turismo subiu este trimestre, atingindo o valor mais elevado deste ano. Os dados da 34ª edição do Barómetro Academia do Turismo revelam que 63,4% dos especialistas no sector do turismo confia no desempenho do sector. O crescimento é notório face aos dados de Setembro e Maio (57,7% e 55,7% respectivamente), sendo ligeiramente superior face aos dados do primeiro trimestre do ano de 2010: 63,3%.

Ao nível das receitas turísticas, as perspectivas dos profissionais do sector para a evolução do turismo nacional em 2011 não são as melhores. Para 54,2% as receitas vão baixar. Já em relação ao número de dormidas em hotéis, 41,7% consideram que vão aumentar no próximo ano. Quanto ao número de turistas que se prevê visitar o território nacional, assim como o gasto médio que estes possam fazer em Portugal, os inquiridos pensam que se vai manter a mesma tendência registada em 2010.

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