27.8.10

O Brasil descobre Lisboa

No ano passado, 585 mil turistas brasileiros desembarcaram em Portugal, a maioria para conhecer Lisboa. O número deve aumentar em 2010.

A Associação dos Consumidores Europeus, entidade independente com sede em Bruxelas, na Bélgica, elegeu Lisboa, entre dez cidades da Europa indicadas, o melhor destino turístico do continente em 2010.

Os brasileiros parecem já ter descoberto isso. No ranking dos países que mais mandam turistas para Portugal, o Brasil está em segundo lugar, ficando atrás apenas da vizinha ibérica Espanha.

Para se ter uma ideia, em maio deste ano de 2010 os gastos de turistas brasileiros em território português aumentaram 83,6% em relação a maio de 2009. É o Brasil fazendo as malas para descobrir Portugal. Lisboa em particular, já que entre os brasileiros que atravessam o Atlântico para passear nesta pontinha da Europa – foram 585 mil em 2009 – 60% rumam para a capital portuguesa, que é também a capital do fado, dos doces e da história que temos em comum.
Leia mais e veja algumas sugestões de pontos a visitar e hotéis onde ficar na capital portuguesa no Opinião e Notícia

Programa selecciona projectos para cooperação com Portugal

Foi lançado nesta quinta-feira, 26, o novo programa de cooperação internacional Capes/IGC. A iniciativa seleCciona projeCtos conjuntos de pesquisa entre instituições de ensino superior do Brasil e o Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), de Portugal, com vistas à formação de recursos humanos de alto nível nos dois países. As inscrições vão até o dia 11 de outubro.

Os projetos seleccionados devem ser das áreas de ciências biológicas, saúde e engenharias, nas especialidades mecânica, transporte e logística, aeronáutica espacial. A duração das actividades será de dois anos, prorrogável por mais um. As propostas devem estar vinculadas a um programa de pós-graduação avaliado pela Capes, preferencialmente com conceitos 5, 6 ou 7 e serem apresentadas por coordenador de equipa, detentor do título de doutor obtido há pelo menos 5 (cinco) anos.
Entre os benefícios para os participantes do intercâmbio científico estão previstos passagens aéreas internacionais, diárias para pesquisadores e bolsas para brasileiros em missão de estudos em Portugal.

As inscrições são gratuitas e feitas exclusivamente pela internet mediante o preenchimento do formulário de inscrição. Para dúvidas e solicitações referentes ao formulário electrónico, utilize o email bexeletronico.cgci@capes.gov.br, assim como o telefone (61) 2022-6160.

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33º INTERCOM, Rio Grande do Sul - Congresso Brasileiro recebe PortoCartoon

"Comunicação e Tecnologias no Humor Luso-Brasileiro” é o tema da exposição do PortoCartoon que vai animar o XXXIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, na Universidade de Caxias do Sul (perto de Porto Alegre), de 2 até 6 de Setembro.


A mostra do Museu Nacional da Imprensa é composta por meia centena de desenhos de artistas brasileiros e portugueses. Alguns dos desenhos foram premiados em diversas edições do PortoCartoon-World Festival, reconhecido como um dos três principais certames mundiais de humor gráfico.

Para o Museu Nacional da Imprensa, a presença desta exposição no 33º Congresso Brasileiro da Comunicação constitui mais uma ponte entre culturas, países e regiões, no quadro da internacionalização do PortoCartoon-World Festival.
Neste momento, outra mostra do PortoCartoon está patente em S. Paulo, no 37º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, sobre o tema das “Crises”.
O 33º congresso da INTERCOM, associação brasileira de pesquisadores da Comunicação, reúne milhares de participantes, sendo a mais importante iniciativa do sector na América Latina.

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Embaixador de Portugal visita sede do "Vasco da Gama" no Rio de Janeiro

O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, visitou hoje a sede do clube "Vasco da Gama", no Rio de Janeiro, a convite do presidente do clube, Roberto Dinamite. O embaixador era acompanhado pelo Cônsul-Geral de Portugal no Rio, António de Almeida Lima.

Criado há 112 anos pela comunidade portuguesa, o Clube de Regatas "Vasco da Gama", um dos mais populares do Brasil, com cerca de 16 milhões de adeptos, mantém uma ligação histórica com Portugal, consagrada no hino oficial do clube, da autoria do poeta Lamartine Babo: “(...) No remo és imortal. No futebol, és um traço de união Brasil—Portugal (...)” .

Esse traço de união nasceu com a crescente popularidade do futebol e aproveitou a vinda de um conjunto português ao Rio, em 1913, quando a colónia portuguesa criou alguns clubes de futebol, como o Centro Esportivo Português, o Lusitano e o Lusitânia. Dois anos depois, o Lusitânia fundia-se com o Vasco da Gama, surgindo o Departamento de Futebol vascaíno.

A actual direcção do Vasco tem sublinhado pretender manter e desenvolver essa ligação, tendo o seu presidente, Roberto Dinamite, visitado, este ano, a cidade de Sines, onde nasceu o grande navegador que dá nome ao clube, e onde manteve conversações com as autoridades e comunidade desportiva locais.

"A minha viagem a Sines - disse Roberto Dinamite - revestiu-se de um acto simbólico nesse sentido. Ao visitar a terra natal do grande navegador português, que empresta o seu nome instituição que dirijo, o fiz com a certeza que estaria ratificando os laços que unem portugueses e brasileiros em torno de uma amizade que resiste aos séculos."

Os representantes diplomáticos portugueses agradeceram à direcção do Vasco a vontade de fomentar os laços com Portugal e desejaram ao Vasco as maiores felicidades e os maiores êxitos na sua já longa história feita de grande determinação, seriedade, trabalho abnegado e vontade de vencer que caracterizam a comunidade luso-brasileira, uma herança que se deseja preservar em nome dos imperecíveis laços que unem Portugal e Brasil.

Sonae Sierra Brasil mantém objectivo de realizar IPO na Bovespa

A Sonae Sierra Brasil mantém a intenção de realizar uma Oferta Pública Inicial de acções (IPO) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), aguardando apenas as melhores condições de mercado, afirmou hoje o administrador da Sonae SGPS Luís Reis.

"Nunca nos afastámos da intenção da IPO, mas as condições de mercado no ano passado e no início deste ano não eram as apropriadas, por isso estamos à espera de uma melhoria", afirmou o responsável durante uma conference call com analistas para divulgar os resultados do 2º trimestre da Sonae SGPS.

Segundo salientou Luís Reis, a empresa está "ainda a estudar as possibilidades, mas a intenção mantém-se, é uma questão de oportunidade".

A Sonae Sierra Brasil, que no final de 2009 tinha uma participação de 58,2% na área bruta locável de 10 centros comerciais, representando 200 mil metros quadrados, no Brasil, anunciou em Março passado a intenção de realizar uma IPO na Bovespa, sem fixar uma data para a oferta nem o volume de acções que será vendido.

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"A Missão Portuguesa - Rotas Entrecruzadas"

Pelo seu interesse para a história da plêiade de intelectuais portugueses que se refugiaram no Brasil no século XX, reproduzimos aqui, com a devida vénia, trechos de um nota de Renata Saraiva sobre o tema, em que se faz resenha do livro "A Missão Portuguesa - Rotas Cruzadas".

"Sou mais um português à procura de coisa melhor." Não fossem de autoria de um lisboeta que se exilou no Brasil há meio século por causa de Salazar, essas palavras logo seriam interpretadas como forma poética de exprimir uma falha na auto-estima do povo lusitano.

Ao se definir dessa forma, porém, o poeta e pintor Fernando Lemos acabou expressando um sentimento comum a um bocado de portugueses que, ao deixarem a antiga metrópole por causa de regimes ditatoriais do século XX, ajudaram a fazer as terras que, já se sabia no além-mar, há muito tinham deixado de ser colónia.

Lemos fez parte de um grupo de intelectuais portugueses que nunca se intitulou de "grupo". Mas que, agora, com o lançamento de "A Missão Portuguesa - Rotas Entrecruzadas" (Organização de Rui Moreira Leite e Fernando Lemos, Edusc e Editora da Unesp, 235 págs., R$ 59), tem seu legado para a cultura brasileira revisto e classificado sob o conceito de "missão", termo aplicado tradicionalmente aos professores franceses que formaram a Universidade de São Paulo (USP) e aqui empregado por António Cândido para se referir também aos portugueses.

O livro conta com 26 artigos e 28 colaboradores, incluídos os organizadores, e discorre sobre 19 personalidades como Carlos Araújo, Eduardo Lourenço, Eudoro de Souza, Jorge de Sena, Vítor Ramos, Manuel Rodrigues Lapa, Fidelino de Figueiredo, Joaquim Barradas de Carvalho e outros.

A história começa antes mesmo dos anos salazaristas, quando Sarmento Pimentel, após participar do contragolpe à ditadura de Gomes de Costa, em 1927, decidiu exilar-se no Brasil. Por aqui, tornou-se presidente do Centro Republicano Português e colaborador do jornal "Portugal Democrático (PD)", o qual, entre 1956 e 1974, foi a via de expressão dos antifascistas portugueses.

Entre os colaboradores, estavam escritores, poetas, críticos e ensaístas, como Adolfo Casais Monteiro, Agostinho da Silva, Castro Soromenho, Jorge de Sena e o próprio Fernando Lemos, todos perfilados no livro.

"A questão política foi realmente relevante para essas personalidades. Em última instância, a única coisa que havia de comum em todos nós era o antisalazarismo", relembra Fernando Lemos.

Num tempo em que a grande imprensa brasileira não compreendia o significado das ditaduras europeias, "Portugal Democrático" tinha um papel didáctico (...)

Se nas páginas do Portugal Democrático se estampavam as insatisfações políticas contra Salazar, nos circuitos culturais e académicos brasileiros, os "missionários" de Portugal deixavam grandes contribuições. Em 1954, durante as comemorações do IV Centenário de São Paulo, lá estavam eles, antecipando as festividades, que devem se repetir em 2004, com o aniversário de 450 anos da cidade. (...)

Jaime Cortesão - um dos mais notáveis intelectuais portugueses que viveram exilados no Brasil


Um imenso painel de Lemos foi exibido no hall da Exposição de história de São Paulo, organizada pelo historiador Jaime Cortesão, o mais militante dos "missionários", tendo se exilado, antes do Brasil, na Espanha e na França.

Além de referência política para os demais do grupo, Cortesão encontrou espaço, no Brasil, para escrever alguns dos trabalhos fundamentais da historiografia portuguesa moderna. Obteve apoio governamental para desenvolver uma pesquisa fortemente baseada nos dados científicos relativos à navegação e, especialmente, na evolução do conhecimento geográfico e cartográfico.

Assim, a primeira parte do livro é exclusivamente dedicada a alguns eventos académicos em que, além de discussões sobre crítica literária, historiografia e outros assuntos, havia embates políticos implícitos. (...)

Enquanto no âmbito colectivo reinava a insatisfação política, a expressão artística cuidava de dar seu recado sobre a experiência do exílio, como se vê na obra de Carlos Maria de Araújo, considerado um "poeta do exílio" do grupo. Também Fernando Lemos teve sua obra poética interpretada como uma expressão do emigrado, principalmente no poema A linguagem é apenas um processo, que diz: "Entrando mal dentro de um/ quadro, por exemplo, a gente pode cair num abismo/ alheio que/ não foi feito para as nossas quedas". "Nunca guardei um saudosismo de Portugal, embora tenha tido sempre presente o facto de ser um estrangeiro. E ser um estrangeiro português é diferente", diz Lemos.

Como Cortesão, a maior parte dos integrantes da missão portuguesa era formada por homens de letras - ensaístas e ficcionistas - que encontraram espaço para trabalhar nas universidades brasileiras. "Por meio dos colegas é que me tornei professor de Artes da Faculdade de Arquitectura e Urbanismo da USP, assim como de outras faculdades", lembra Lemos. "A universidade era o espaço que tínhamos para dialogar com a sociedade brasileira."

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Mundial de Futsal feminino - Portugal disputa ouro com o Brasil

A Selecção Nacional Universitária fez o trajecto esperado no Mundial feminino que se disputa na Sérvia.

Até ao momento, Portugal só conheceu o sabor da vitória. Domingo, no derradeiro encontro, disputará com o Brasil a ambicionada medalha de ouro.

Clube Português do Recife (PE) Campeão Brasileiro Masculino de Handebol da 2a Divisão 2010

O Clube Português do Recife, Permambuco, venceu pela segunda vez o Campeonato Brasileiro Masculino da 2a Divisão de Handebol, realizado em Natal, Rio Grande do Norte.

Especialista português em Conferência sobre drogas, no Rio de Janeiro

O especialista português Manuel Cardoso, do Instituto de Drogas e Toxicodependência do governo de Portugal, acredita que a legalização não deve ser o caminho. Portugal é um dos poucos países que descriminalizaram o uso de drogas. Apesar de as drogas continuarem proibidas, o consumo não é mais considerado crime.

Para o especialista, que participou na 2ª Conferência Latino-americana sobre Políticas de Drogas que termina hoje no Rio de Janeiro,o importante é reduzir o consumo e tratar os dependentes químicos: “Não concordo com a legalização. Já temos problemas suficientes com o álcool. Não precisamos criar mais problemas legalizando o consumo de drogas. Com relação às drogas ilícitas, o que precisamos ter a possibilidade de ajudar aqueles que precisam de ajuda”.

Para Manuel Cardoso, a experiência de descriminalização foi positiva para Portugal porque facilitou a relação do dependente químico com os terapeutas. “Tratar toxicodependentes era sempre uma situação de fragilidade. O terapeuta estava a lidar com o criminoso. O dependente tinha medo de se apresentar para o tratamento, porque podiam ser delatados e ser presos. A descriminalização resolveu essa questão.”

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Padre Vítor Melícias celebra missa em São Paulo

O Banco Banif, em parceria com a Casa de Portugal de São Paulo, fará celebrar, nesta sexta-feira ( 27), uma missa em acção de graças para seus colaboradores e comemorar a eucaristia.

O culto será realizado às 13 h, na paróquia de Nossa Senhora do Brasil, sitada no bairro Jardim América, em São Paulo, com preleção do padre franciscano Vitor Melícias. Este sacerdote, de nacionalidade portuguesa, foi presidente do Banco Montepio.

26.8.10

Literatura de Cordel – uma tradição portuguesa no Brasil

“A presença da literatura de cordel no Nordeste tem raízes lusitanas; veio-nos com o ramanceiro penisular, e possivelmente começam estes romances a ser divulgados, entre nós, já no século XVI, ou o mais tardar, no XVII.” – escreve o Professor Gilfrancisco em detalhado artigo sobre as origens desta tradição.

O primeiro estudioso brasileiro a indicar essas fontes para as narrativas em verso e registo de fatos memoráveis em folhetos, foi Luis da Câmara Cascudo (1898-1986), autor de uma obra fundamental para os estudos etnográficos e antropológicos no Brasil.
Literatura de Cordel, denominação dada em Portugal e difundida no Brasil, é poesia popular, história contada em versos, em estrofes a rimar, escrita em papel comum feita para ler ou cantar. A capa do folheto é em xilogravura, trabalho artesão que esculpe em madeira um desenho preparando a matriz para reprodução.

Jornalistas querem maior circulação no espaço lusófono

Jornalistas dos países da comunidade de língua portuguesa solicitaram, em encontro realizado em São Paulo, Brasil, maior facilidade de circulação no espaço lusófono.

A reivindicação foi feita à margem da 21ª Bienal do Livro de São Paulo, em encontro que reuniu homens da cultura e das letras dos oito Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa.

As delegações de associações de jornalistas de Angola, Brasil, Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Moçambique, Cabo Verde e Macau passaram em revista as actividades da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa (FJLP) constituída a 7 de Dezembro de 2009, em Lisboa, Portugal, e cuja presidência está a cargo da Associação dos Jornalistas Económicos de Angola (AJECO).

No encontro, que também abordou o quadro legal da comunicação social nos oito, foi, igualmente, analisado o programa do primeiro aniversário e a realização da Assembleia Geral Ordinária da FJLP, que terá lugar em Angola, em Dezembro, e a problemática de um Prémio de Jornalismo de Língua Portuguesa.

Os participantes saudaram, igualmente, a decisão dos governos de Portugal e do Brasil criarem um canal internacional de televisão de língua portuguesa, uma inicisativa aberta aos outros países lusófonos. “Se se concretizar, será, de facto, um espaço para maior conhecimento das realidades socioeconómicas dos referidos países e povos”, defenderam.

A legalização da Federação dos Jornalistas de Língua Portuguesa é um dos maiores desafios da actual presidência para se poder solicitar a admissão a membro observador da Comunidade dos Países de Língua portuguesa.

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OS PORTUGUESES, de Ana Silvia Scott

Os portugueses, esses desconhecidos. Desconhecidos? Sim, pois quem acredita que conhece os portugueses porque tem como vizinho o "português da padaria", come bacalhau e doces muito açucarados e leu trechos de Camões no colégio, na realidade, não os conhece.

Sua cultura é sofisticada, a literatura tem nomes como Fernando Pessoa e Saramago e, pasmem, nem todos eles se chamam Manoel, Joaquim ou Maria. Neste livro vamos conhecer a riqueza e as contradições desse povo que teve seu apogeu, um longo declínio e agora ressurge com força no mapa do mundo.

Trata-se de um povo muito especial. Cinco séculos após ter conectado o Velho Mundo ao Novo, por meio das Descobertas, dá por encerrado o ciclo e volta-se para a Europa como opção preferencial, sem voltar costas a África nem ao Brasil, bem pelo contrário.

Para conhecer melhor os Portugueses, este livro da editora Contexto é certamente um contributo importante.

Autora: Ana Silvia Scott
Assunto: HISTÓRIA, INTERESSE GERAL
Editora- ContextoColecção: POVOS E CIVILIZAÇÕES

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"Brumas da Ilha" relata chegada dos colonos açorianos ao Brasil

Terá lugar amanhã, sexta-feira, dia 28 de Agosto (27/08), às 19 horas, na livraria Saraiva do Centro Comercial Iguatemi em Florianópolis, capital de Santa Catarina, o lançamento do livro "Brumas da Ilha", de Bianca Furtado.

O livro - um dos projectos contemplados pelo edital Elizabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) - retrata a chegada dos colonos açorianos à Ilha de Nossa Senhora do Desterro , o sul do Brasil, entre 1745 e 1750, numa época em que as mulheres intuitivas eram consideradas bruxas.

A autora é formada em letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Nasceu em Florianópolis e cresceu ouvindo as lendas e contos locais. “O meu objectivo ao escrever este livro não foi apenas contar a história da actual capital catarinense, e sim contextualizar a época retratada. Realizei uma pesquisa elaborada entre 2004 e 2009”, explica a autora.

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Provas de vinhos portugueses no Brasil


Até dia 2 de Setembro, a ViniPortugal promove uma série de provas dos melhores vinhos portugueses nas cidades de Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis, Recife e Belo Horizonte.

O objectivo é mostrar no Brasil a diversidade e alta qualidade dos produtos vínicos portugueses, dando a conhecer as castas nacionais, as diferentes regiões vinícolas portuguesas e o investimento em tecnologia enológica feito nos últimos anos pelos produtores.

As provas são compostas por jantares harmonizados, antecedidos por palestras dirigidas por especialistas em vinhos e destinam-se a sommeliers, líderes de opinião, donos de restaurantes e lojas especializadas.

“As exportações dos vinhos portugueses para o mercado Brasileiro cresceram no último ano 12%, acreditamos que com este tipo de acções conseguiremos ir mais longe. ” refere Sónia Fernandes, manager da ViniPortugal para o mercado brasileiro.

As provas ou City Tastings vão reunir os melhores produtores lusos das regiões da Madeira, Vinhos Verdes, Douro, Dão, Beiras, Bairrada, Tejo, Lisboa, Península de Setúbal e Alentejo.

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Universidade de Coimbra recebe alunos brasileiros

A Universidade de Coimbra, em Portugal, receberá dez alunos da PUCRS - Universidade Pontifícia Católica do Rio Grande do Sul (Porto Alegre), nos cursos de Biologia, Química, Física, Matemática e Letras por meio do Programa de Licenciaturas Internacionais.

Os estudantes universitários brasileiros irão frequentar cursos das suas áreas na instituição portuguesa durante os anos lectivos de 2010-2011 e 2011-2012. Trata-se de uma iniciativa conjunta da Capes, Grupo Coimbra de Universidades Brasileiras, no qual a Instituição participa, e Universidade de Coimbra.

Unidade da Beneficência Portuguesa de São Paulo inaugura Centro de Quimioterapia

A Unidade Hospital São Joaquim, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, inaugura seu Centro de Quimioterapia com capacidade de atendimento para até 360 sessões/mês destinada a pacientes com seguros de saúde e particulares.

O novo Centro de Quimioterapia faz parte do projecto de modernização das instalações previstos no Plano Director da Beneficência Portuguesa. Até 2015, cerca de R$ 160 milhões devem ser investidos na modernização de diversas áreas da Unidade Hospital São Joaquim.

Com uma estrutura diferenciada, o centro tem como objectivo minimizar o desconforto dos pacientes, além de proporcionar atendimento ao cliente ambulatorial - o serviço também está capacitado para aplicar quimioterapia em pacientes internados no Complexo Hospitalar.


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Beneficência Portuguesa de São Paulo
Inaugurada em outubro de 1859, a Beneficência Portuguesa de São Paulo é o maior e mais avançado complexo hospitalar privado da América Latina. Com a intenção inicial de providenciar saúde para todos com a mesma qualidade e responsabilidade, ela desempenha um papel fundamental para a sociedade. 60% de seus atendimentos são destinados a pacientes do Sistema Único brasileiro de Saúde - SUS. Com 6.000 colaboradores e 1.500 médicos, atende – por ano – cerca de 1,5milhão de pacientes, em mais de 40 especialidades.
A Beneficência dispõe de duas unidades: a São Joaquim (com 5 blocos) e a São José.Com mais de 143.000m², a instalação tem 1.920 leitos, sendo 233 apenas reservados às Urgências - UTI, 64 salas de cirurgia, sector de diagnóstico, pronto-atendimento e ambulatório.
Anualmente, graças à essa magnífica estrutura, mais de 30 mil cirurgias são feitas. Destas, 30 mil, 8 mil cardíacas, e mais de 4 milhões de exames (sem contar os 200 transplantes por ano).
Centro de referência em transplantes, contabilizou, entre 1973 e 2007, 3.345 transplantes de coração, fígado, medula, rim, pulmão, pâncreas entre outros.

Universidade Luso-Afro-Brasileira terá apoio da ONU

Brasília, Palácio do Itamaraty - Presidente Lula da assina decreto que cria a UNILAB
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, participa na implantação da Universidade Luso-Afro-Brasileira, que será aberta no nordeste do Brasil.

A Unilab, como será chamada, é parte das iniciativas do governo brasileiro para apoiar a promoção da língua portuguesa no mundo. Metade das 5 mil vagas da Unilab será reservada para estudantes dos países lusófonos da África e Timor-Leste.

Hitória do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves

Com a transferência da Família Real portuguesa e da Corte para o Brasil, em consequência das invasões francesas em Portugal, o príncipe regente, futuro El-Rei Dom João VI, eleva a colónia do Brasil à condição de reino dentro do Império Português, que assumiria a designação oficial de Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves a partir de 16 de dezembro de 1815.

O Reino Unido teve apenas dois reis. No entanto, o título Príncipe do Brasil já era utilizado pelos herdeiros da Corôa Portuguesa desde 1634. O reino foi elevado à categoria de Império por Dom João VI, aquando da independência brasileira.

D. João VI

O príncipe regente e futuro rei D. João VI, durante o período final do reinado de sua mãe, D. Maria I, elevou em 1815 o Brasil da condição de vice-reinado colonial à de reino autónomo, intitulando-se desde então pela Graça de Deus Príncipe-Regente de Portugal, Brasil e Algarves, daquém e dalém-mar em África, senhor da Guiné, e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia. O título oficial anterior era o mesmo, apenas não incluindo a palavra "Brasil".

Posteriormente, durante o Congresso de Viena em 1815, como consequência do estabelecimento da Casa de Bragança e da capital do Império Português no Rio de Janeiro, no rano de 1808, durante as guerras napoleónicas, D. João VI estabeleceu a nova designação de Reino Unido para as suas coroas, em regime jurídico similar ao do actual Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda ou do extinto Império Austro-Húngaro.
Em 1816, D. João VI iniciou hostilidades no sentido Banda Oriental, atacando contra José Artigas, dirigente máximo da Revolução Oriental. Os domínios portugueses da época ficaram a partir de então oficialmente designados como Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, e D. João passou a ostentar o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, sendo príncipe e posteriormente rei das três coroas unidas, entre as quais, aquela onde residia como Rei do Brasil.
Aclamação de Dom João VI, no Rio de Janeiro - Gravura de Debret
Após a morte de sua mãe, considerada a primeira rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, D. João foi aclamado na corte do Rio de Janeiro como sucessor real. D. Maria I permanecera com o título por apenas um ano.
O Príncipe D. Pedro de Alcântara, último herdeiro da Coroa portuguesa a ostentar o título de Príncipe do Brasil, não chegou a ser rei do Reino Unido de Portugal, Brasil, e Algarves, pois autoproclamou-se Imperador do Brasil quando declarou sua Independência. Só depois da morte de seu pai, D. Pedro I do Brasil foi considerado rei de Portugal como D. Pedro IV de Portugal. Chegou a receber, contudo, o título de Príncipe Real do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Em termos de dimensão territorial, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves foi um dos Estados mais vastos do Mundo. O seu território, além de incluir Portugal e o Brasil, incluía, ainda os domínios ultramarinos portugueses, espalhando-se pelos cinco continentes habitados da Terra.
Na Europa, o Reino Unido incluía Portugal Continental, os Açores e o Arquipélago da Madeira.
Na América, incluía o território atual do Brasil (excepto o Acre e os territórios recebidos do Paraguai em 1872), o actual Uruguai (como província Cisplatina) e a Guiana Francesa.
Em África, incluía Cabo Verde, Angola, a atual Guiné-Bissau, Ziguinchor e Casamansa, São Tomé e Príncipe,São João Baptista de Ajudá, Cabinda, Angola, Moçambique e parte do actual Zimbabué.
Na Ásia, incluía Goa, Damão, Diu e Macau, além de reivindicações sobre Malaca e Ceilão (atual Sri Lanka). Na Oceania, incluía Timor Oriental, Solor, Flores e reivindicações sobre as costas ocidentais da actual Papua-Nova Guiné e sobre as ilhas Molucas, hoje na Indonésia.

Brasileiros lideram turismo em Portugal

As receitas turísticas em Portugal aumentaram em 7,4% no primeiro semestre do ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco de Portugal. O fluxo turístico oriundo do Brasil foi o que mais cresceu no período, seguido dos EUA e Itália.

Em Junho, o banco central português regista crescimento do sector em 10%. O Ministério da Economia avalia, em comunicado, que os dados “reflectem, sem optimismos exagerados, a continuidade de um ambiente de recuperação da actividade turística relativamente ao ano de 2009” e “reflectem o importante trabalho que o sector do turismo tem vindo a dinamizar, numa lógica de parceria entre as entidades públicas e privadas”.

Nos primeiros seis meses do ano, o fluxo turístico oriundo do Brasil foi o que mais cresceu (+47%), seguido dos Estados Unidos (+38%); Itália (+18%); Espanha (+7,1%); Reino Unido (+6,8%) e França (+6,6%).

25.8.10

Cinema: retrospectiva integral de Pedro Costa no Brasil

Ossos (fotograma). Pedro Costa, 1997


A obra do realizador português Pedro Costa (n. 1959), apresentado como "o maior realizador do novo cinema português", vai ser mostrada ao público brasileiro em São Paulo (1 a 15 de Setembro), Rio de Janeiro (11 a 23 de Setembro) e Brasília (14 a 26 de Setembro), com o apoio do Instituto Camões (IC).

A retrospectiva integral, com os 10 filmes do cineasta português (sete longas metragens e três curtas-metragens, em mais de 20 anos de produção), terá lugar no Centro Cultural do Banco do Brasil, uma instituição de referência ligada às artes no Brasil, com pólos nas três cidades.

Retrospectivas da obra de Pedro Costa tiveram recentemente lugar na Tate Gallery (em 2009), em Londres, e na Cinemateca Francesa, em Janeiro passado, e o autor é estudado nas universidades norte-americanas.

A restrospectiva sobre Pedro Costa - que se deslocará a São Paulo para participar num debate sobre a sua obra e apresentar uma instalação na 29ª Bienal de São Paulo, cuja lista de artistas integra - compreende ainda a rubrica ‘Carta Branca’, com quatro filmes escolhidos pelo próprio cineasta e que influenciaram sua obra - Gente da Sicília, de Straub e Huillet, Beauty #2, de Andy Warhol, Número Zero, de Jean Eustache, e Trás-os-Montes, de António Reis e Margarida Cordeiro, dois cineastas portugueses com quem partilha uma espécie de ‘antropologia visual’, no dizer dos artigos da Wikipédia.

A curadoria da mostra está a cargo de Daniel Ribeiro Duarte, realizador de cinema, que desenvolve um projecto de doutoramento na Universidade Nova de Lisboa com o tema Comunidade e contemporaneidade no cinema de Pedro Costa. Foi responsável pela primeira retrospectiva de Pedro Costa no Brasil no forumdoc.bh.2007.

Pedro Costa, segundo os organizadores da mostra, construiu "uma das mais sólidas e enigmáticas carreiras do cinema contemporâneo. Sua obra resiste a qualquer tipo de classificação. Com uma dedicação inédita, Costa aborda temas como a migração, a pobreza e a globalização filmando a vida dos imigrantes pobres que vivem nos chamados ‘bairros de lata’ de Lisboa, muitos deles imigrados de Cabo Verde. Mas o seu trabalho transcende pela beleza descomunal dos seus planos, a precisão da montagem e a intimidade sem precedente dos retratos apresentados".

Historiando a evolução da obra de Pedro Costa, os organizadores da mostra de São Paulo dizem que depois de Ossos (1997), "seu ultimo filme com grande estrutura de produção, o cineasta se decepcionou com toda a maquinaria do cinema" e, a partir de No quarto da Vanda (2000), "recusa o sistema tradicional de produção", passando a filmar com amigos e actores não-profissionais. "Como resultado, seus filmes tensionam e destroem, a cada plano, a divisão entres os territórios da ficção e do documentário", sublinham.

Também "o uso que o cineasta faz de câmaras digitais portáteis para um discurso tão elaborado faz de seus filmes uma espécie de manifesto do cinema moderno e contemporâneo, prova de que o cinema ainda pode ser livre e comprometido, político e poético, ético e estético".
Para mais Informações:
Instituto Camões/Brasília
Telefones: 61.30329616/7/8

Homenagem a António Telmo, filódofo português que foi professor universitário em Brasília

O filósofo António Telmo, falecido no passado sábado, será homenageado dia 16 de Setembro, na Biblioteca Nacional, com a apresentação de uma obra sobre o seu pensamento, anunciou o grupo editorial Babel. Nesta sessão, a partir das 18 horas, será apresentada a obra O Portugal de António Telmo, organizada por Rodrigo Sobral Cunha, Renato Epifânio e Pedro Sinde, "um livro de homenagem, que o autor teve ainda a oportunidade de contemplar", segundo uma nota do grupo Babel. Participam na sessão Pedro Sinde, Rodrigo Cunha e ainda o escritor Miguel Real e o filósofo Pinharanda Gomes.

O Portugal de António Telmo inclui textos inéditos do filósofo, dois dos quais fac-similados, fotografias, e testemunhos de outros autores como Orlando Vitorino, num total de 356 páginas.

António Telmo Carvalho Vitorino, nascido a 2 de Maio de 1927, em Almeida (Guarda) integrou aos 23 anos o grupo Filosofia Portuguesa depois de ter tido contacto com José Marinho (1904-1975) e Álvaro Ribeiro (1905-1981).
A convite de Agostinho da Silva (1906-1994) e de Eudoro de Sousa (1911-1987), foi professor de Literatura Portuguesa durante três anos, na Universidade de Brasília. Leccionou ainda em Granada e, de regresso a Portugal, foi director da Biblioteca de Sesimbra, onde residira, e posteriormente radicou-se em Estremoz, onde foi professor de Português.

António Telmo foi autor de vários títulos, entre os quais Arte Poética (1963), Gramática secreta da língua portuguesa (1981), Desembarque dos Maniqueus na Ilha de Camões (1982), O Bateleur (1992), O Mistério de Portugal na História e n'Os Lusíadas, (2004), Viagem a Granada (2005) e Contos Secretos (2007).

No próximo número da revista Nova Águia, de que era colaborador, será publicado o artigo O estilo da Renascença Portuguesa, que escreveu em 1955. "Um dos mais originais filósofos do nosso tempo e um dos maiores escritores portugueses, conjugou tradições como a filosofia aristotélica e a filosofia hebraica, a língua portuguesa e o pensamento poético, a noção de firmamento e o culto dos heróis", segundo nota da Babel.

"A sua obra propõe uma nova visão da História de Portugal, ligada à Ordem do Templo e à Ordem de Cristo, aliando a interpretação do Mosteiro dos Jerónimos a uma nova leitura do pensamento de Luís de Camões (em diálogo único com Fiama Hasse Pais Brandão)", lê-se na mesma nota.

3ª Missão e Encontro de Negócios Brasil-Portugal

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Centro Internacional de Negócios do Ceará (CIN-CE) levarão a Portugal, entre dias 11 e 17 de setembro, a 3a. Missão e Encontro de Negócios Brasil-Portugal. Os encontros terão lugar em Lisboa e Aveiro.

A iniciativa conta com a parceria do Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil (CCPCB), as Câmaras Brasil-Portugal no Ceará (SBP/CE) e Brasil-Angola no Ceará (ABA/CE).

As duas primeiras missões foram realizadas em 2004 e 2007.
O encontro pretende reunir empresários e instituições de fomento de ambos os países, tendo como prioritários os seguintes sectores: metalomecânico, químico, plásticos, mobiliário, cerâmica, madeira, alimentos e têxtil.

De acordo com o CIN/CE, o estreitamento das relações económicas do Ceará com Portugal já vem evoluindo há mais de dez anos com grande êxito, sendo hoje o Ceará o segundo alvo de investimentos portugueses no Brasil, atrás apenas do Estado de São Paulo.

Detalhe importante, estsa não é apenas mais uma missão cearense, mas uma missão brasileira, uma vez que engloba representantes de vários estados. Todas as 13 câmaras luso-brasileiras que integram a CCPCB já demonstraram interesse em aderir à iniciativa.

Produtos e estilo brasileiros em Portugal

Os portugueses mantêm uma relação privilegiada com o Brasil. O país irmão é, há anos, um dos destinos favoritos dos turistas nacionais e alguns produtos e hábitos brasileiros começam também a criar raízes no gosto dos portugueses. A caipirinha é apenas um deles.

Nas praias é onde algumas dessas influências mais se notam: os biquínis, as sandálias, os chinelos de praia, são cada vez mais de marcas e ao estilo brasileiro. Os produtos de beleza atravessaram o Atlântico e enchem as prateleiras das lojas, dos vernizes aos cremes hidratantes e aos perfumes. Mas não é só. A música brasileira é cada vez mais ouvida por portugueses, em especial bossa nova, e os restaurantes brasileiros, onde se serve a famosa picanha, proliferam.

Nas saídas nocturnas, muitos trocam a habitual cerveja pela caipirinha, uma bebida que junta a cachaça brasileira à lima e ao açúcar amarelo, e que é servida com gelo picado. Com o passar do tempo, a caipirinha foi adaptada aos diferentes gostos e hoje é frequente encontrar bares e discotecas que servem caipirinhas de morango e outros frutos ou, para os que não apreciam o sabor da cachaça, bebidas que imitam o conceito mas que trocam a aguardente por outras bebidas, como a vodka ou o licor beirão (conhecidas como caipiroska e caipirão).

Mais de 4 milhões de caipirinhas vendidas este ano

Um dado ilustrativo desta realidade é a venda de cachaça nos supermercados portugueses. A Cachaça 51, apenas um exemplo entre as marcas vendidas em Portugal, vendeu 4,06 milhões de caipirinhas nos primeiros sete meses deste ano. Entre 2005 e 2010, o crescimento da Cachaça 51 foi de cerca de 7%. O Algarve, no sul de Portugal, é o melhor cliente da marca em.

Leia na Agência Financeira

Banda brasileira Papas da Língua participa na Festa do Mar, em Portugal

A banda brasileira Papas da Língua está em Portugal pela oitava vez. O quarteto gaúcho (Rio Grande do Sul) é atração no tradicional evento Festas do Mar, na baía de Cascais – estância balnear internacional próxima de Lisboa.

Os espectáculos são ao ar livre, num largo à beira-mar, com um público que gira em torno de 10 mil pessoas.

No regresso a Porto Alegre, a banda prosseguirá a produção de novo CD e DVD, que serão gravados dias 26 e 27 de outubro.

Leia no RockGaúcho

24.8.10

Brasil redescobre universo poético de Fernando Pessoa

O universo fragmentado, intelectual e filosófico de Fernando Pessoa retorna ao Brasil pelas mãos de uma exposição interactiva que abriu hoje as suas portas ao público, no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, com a intenção de render uma homenagem ao povo que, seduzido pela mensagem do poeta português, juntou música a seus versos.

O embaixador de Portugal no Brasil, João Salgueiro, e o conselheiro cultural, Adriano Jordão, estão entre as personalidades convidadas para as cerimónias que assinalam a abertura do evento.

A mostra, intitulada "Fernando Pessoa, plural como o universo" percorre o mundo criativo do poeta e começa com a apresentação de alguns dos heterónimos mais célebres dos quais Pesoa se valeu para a sua produção literária como Ricardo Reis, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Bernardo Soares.

A exposição, que procura aproximar a complexidade literária e filosófica de Pessoa de um público que não conhece a sua obra, compreende imagens da Lisboa, uma cronologia sobre a sua vida, artigos que escreveu para revistas e cópias de cartas ao único amor do escritor de que se tem conhecimento, Ophelia Queiroz.

Também é possível ler e escutar alguns dos poemas mais conhecidos de Fernando Antonio Nogueira Pessoa (1888-1935).

Além disso, a mostra contém uma reprodução virtual e interativa da primeira edição de sua obra "Mensagem", a única que o escritor publicou em vida.

O professor e escritor brasileiro Carlos Felipe Moisés, curador da mostra, afirma que outra das pretensões da exposição é que o visitante "faça uma reflexão sobre a multiplicidade" que existe em todos os seres humanos.

Moisés considera que uma das chaves da exposição é fazer com que o visitante se sinta "intrigado" pelo trabalho de Pessoa e pela "imaginação impregnada de raciocínio" que percorre sua obra. "Lemos Pessoa por assim dizer contemporâneo, revelando o mundo como se estivesse vivo e falando conosco. Pessoa alimenta nossa consciência crítica e nossa imaginação", concluiu.

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Rio, em março de 2011.

VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação

Decorre até amanhã, dia 25 de Agosto, em São Luís, na Universidade Federal do Maranhão, o VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação.

Desde 1996, sempre alternando entre uma cidade do Brasil e uma cidade de Portugal a cada dois anos, o VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação faz parte de uma iniciativa de pesquisadores de instituições de ambos os países para debater assuntos ligados a essa área. O “Infância, Juventude e Relações de Gênero na História da Educação”é o tema geral do encontro, este ano.

“O objetivo de trazermos esse encontro para o Maranhão é consolidar as pesquisas que estão sendo realizadas em História da Educação na UFMA e despertar o interesse dos graduandos pelo Mestrado em Educação da Universidade” - disse César Augusto Castro, director do Centro de Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão e membro da comissão organizadora.

O congresso está dividido em oito eixos temáticos: Infância, Juventude e Família; Género, Geração e Etnia; Produção de saberes e sujeitos da educação; Formação, Identidades e profissão docente; Políticas Educacionais, Movimentos Sociais e Cidadania; Práticas pedagógicas, quotidiano escolar e cultura material; Instâncias de socialização da infância e da juventude; Historiografia e Ensino de História da Educação.

Inscreveram-se para cima de 1.400 pessoas e serão apresentados 890 trabalhos .

O Congresso conta, da parte brasileira, com a participação da Universidade Federal do Maranhão - UFMA e da FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão)” e o apoio científico do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Da parte portuguesa, o apoio veio da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação Seção de História da Educação (SPCE),

Para mais informações acessar http://www.clbhe.ufma.br/

ou ligar para a secretaria do VIII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação: (98) 33018655.

Portugal na Rio Info 2010


Cerca de 1500 pessoas são esperadas para o Rio Info 2010, que acontece de 31 de agosto a 02 de setembro. Além de representantes das principais entidades do Brasil, além de 30 delegações estrangeiras.

Dentre os grupos que vêm do exterior, os maiores são de Portugal, França e EUA.

"O Rio Info 2010 transformará o Rio de Janeiro no grande point da informática nacional”, afirma Benito Paret, coordenador geral do encontro e director-executivo da Riosoft.

O evento acontece no Hotel Windsor (Avenida Lúcio Costa, 2.630). Informações sobre programação e inscrições podem ser obtidas por este link , ou pelo telefone (21) 3974.5031.

Livro sobre 1º Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal (EELP)

O 1º Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal (EELP), realizado de 28 a 30 de abril no Teatro Alberto Maranhão (TAM) , movimentou toda a cena cultural da cidade, reunindo grandes nomes da literatura lusófona da África, Ásia e Europa.

Quem se interessar pelo tema, pode agora conhecer e guardar o conteúdo dos debates e palestras então realizadas . Na noite desta segunda-feira (23), a Prefeitura do Natal lançou os anais do 1º EELP.

Com o título “Lusofonia – pela união da língua portuguesa – Anais do I Encontro de Escritores da Língua Portuguesa de Natal”, o documento foi lançado na Galeria Newton Navarro, da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), numa solenidade inserida na II Semana de Expressões Populares, que prossegue até ao dia 29 deste mês.

Leia mais no Iparaíba

23.8.10

O mundo de Pessoa - Exposição no Museu da Língua Portuguesa apresenta a multiplicidade do poeta português

O desafio era monumental - montar uma exposição que apresentasse a multiplicidade da obra de Fernando Pessoa e agradasse tanto ao leigo como ao leitor mais fanático. Diante de tantas possibilidades, o fio da meada surgiu a partir de um dos versos do grande poeta: "Sê plural como o universo."
"É uma frase emblemática, que encontrei escrita em um de seus papéis, e que resume bem as intenções de Pessoa", conta o pesquisador americano Richard Zenith que, ao lado do professor brasileiro Carlos Felipe Moisés, é responsável pela curadoria de Fernando Pessoa, Plural Como o Universo, rica mostra sobre a vida e a obra do poeta português que será inaugurada hoje para convidados no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, - e aberta ao público a partir de amanhã e até 30 de janeiro.

Trata-se de uma exposição que busca mostrar toda a multiplicidade da obra de Pessoa, oferecendo ao visitante uma viagem sensorial pelo universo do poeta, permitindo que ele leia, veja, sinta e ouça a materialidade das palavras. São basicamente três módulos que, depois de percorridos, possibilitarão conhecer um artista que não apenas modificou as artes, mas a sociedade como um todo.

"A mostra oferece uma linguagem acessível para quem nunca ouviu falar de Pessoa e também uma chance de novas descobertas para aqueles que já estão familiarizados com seus versos", diz Moisés que, junto de Zenith, releu praticamente toda a obra do escritor para pinçar os elementos essenciais. "Pretendemos atiçar a curiosidade do visitante, que se sentirá motivado a pesquisar mais sobre Pessoa tão logo deixe o museu", aposta Zenith.

Para que a mostra não se resumisse a paredes recheadas de fotos e poesia ("O que pareceria uma sessão de necrofilia", brinca Zenith), os curadores convidaram Helio Eichbauer, conhecido pelo trabalho no teatro, para cuidar do projecto cenográfico. O resultado é deslumbrante, pois estimula todos os sentidos. Logo na entrada, por exemplo, o visitante se depara com seis cabines, cada uma identificada com os heterónimos de Pessoa, além de uma que carrega o próprio nome do poeta.

Ao entrar em uma delas, basta movimentar o braço no ar que um sensor vai exibir um poema característico daquele heterónimo. Assim, ali estão os versos de Alberto Caeiro, o "poeta da natureza"; Ricardo Reis, médico e discípulo de Caeiro; Álvaro de Campos, o engenheiro português que ganhou educação inglesa; Bernardo Soares, autor do Livro do Desassossego; e o próprio Pessoa, "Ele-mesmo", considerado pelo poeta um ortónimo, em tom de ironia.

Também na entrada, o visitante perceberá que o azul predomina na coloração das paredes. "Isso porque a identidade visual é o mar que faz lembrar do azul da água e do céu", explica Eichbauer. "É uma referência à época dos descobrimentos e das grandes conquistas de Portugal, inspirada no livro Mensagem. A ideia é sugerir viagens mentais e espirituais, em torno das ruas de Lisboa, das aventuras dos heterónimos e de Pessoa."

Não espere encontrar, no entanto, caminhos rectos - a exposição foi desenhada como um agradável labirinto, que permite ao visitante perder-se e descobrir que está novamente num espaço já visitado. "Com isso, acreditamos que a obra de Pessoa possa ser mais bem assimilada", afirma Moisés.
Leia no Estado de São Paulo

FERNANDO PESSOA: PLURAL COMO O UNIVERSO
Museu da Língua Portuguesa. Praça da Luz, São Paulo
Telefone: (11) 3326-0775. 10 h/17 h (fecha 2ª).
Até 30/1. Abertura hoje, para convidados.
A partir de amanhã, aberta ao público.

Parte do acervo do Real Gabinete Português já está na web

Na estreita rua Luís de Camões, no Rio de Janeiro, fica um prédio histórico que por vezes é confundido com uma igreja. Há quem se benza diante das cruzes que ornamentam a fachada, sem perceber que a liturgia ali está ligada à literatura, e não a uma religião.
Inaugurado pela Princesa Isabel, o prédio de estilo neomanuelino, em pedra lavrada, no centro do Rio, abriga o Real Gabinete Português de Leitura desde 1887, quando português se grafava com "z". Sem dúvida, vale a visita. Mas de longe também se pode conhecer uma parte especial de seu acervo, único no País.

Na página da instituição na internet (http://www.realgabinete.com.br/) estão disponíveis obras raríssimas, datadas na sua maioria do século 19, devidamente digitalizadas. Curiosos e amantes de literatura e da língua portuguesa se deliciam com os manuscritos do romancista Camilo Castelo Branco de seu livro mais conhecido, "Amor de Perdição" (1862) e do "Dicionário da Língua Tupy", de Gonçalves Dias (1858). Uma boa amostragem da correspondência pessoal de Castelo Branco também foi para a rede.

Estudiosos de áreas diversas têm acesso fácil a documentos mandados da colónia a D. João VI em 1817, cartas régias assinadas pelo Marquês de Pombal, do século anterior, textos de autoria de Padre Antonio Vieira (não se sabe se grafado por ele ou por copistas), diplomas, ofícios, decretos, aquarelas, desenhos a bico de pena, além de actas de reuniões do Real Gabinete. As homenagens, no Brasil, por ocasião do tricentenário da morte de Camões, em 1880, foram assunto de uma série de cartas.

São mais de 1.500 itens já contemplados. Com um zoom, mais do que observar a grafia e o léxico de tempos idos, é possível chegar aos detalhes de todos esses papéis, ver as ranhuras, as marcas do tempo. Foi para tentar diminuir esse impacto do passar dos anos que o projecto foi criado.

"Queremos resguardar obras e manuscritos mais raros. Até meses atrás, se passasse na nossa avaliação, a pessoa poderia pegar com as próprias mãos documentos de 200 anos", conta o presidente do Real Gabinete, o economista português Antonio Gomes da Costa, 59 dos 76 anos no Brasil - está na função há 18.

O trabalho ainda está em andamento: falta digitalizar, por exemplo, as Ordenações de D. Manuel, de 1521, e os Capitolos de Cortes e Leys Que Sobre Alguns Delles Fizeram, de 1539. Para conseguir dar conta da digitalização, o Real Gabinete conseguiu 40 mil euros da fundação portuguesa Calouste Gulbenkian.

O interior do Real Gabinete é tão belo que atrai directores de novela, clipes de música, filmes. Muitos querem o local como locação - e são bem-vindos, já que os aluguéis ajudam na manutenção.


Bethânia presta homenagem à Língua Portuguesa no Teatro Fashion Mall do Rio, em Setembro

Vem de muito tempo a ligação de Maria Bethânia com as palavras. Desde o colégio em Santo Amaro, quando seu professor Nestor Oliveira a ensinou, assim como a seu irmão Caetano Veloso, a ouvir poesia. Esta paixão pelas palavras ela levou para os palcos, nos textos que sempre recitou em seus espectáculos – desde o famoso show de estréia no Teatro Opinião, em 1965.

E é esta relação com as palavras que Bethânia vai mostrar durante duas semanas no Teatro Fashion Mall (dias 03, 04 e 05 e 10, 11 e 12 de setembro, de sexta a domingo) com leitura de poemas e textos escolhidos por ela, com os quais tem intimidade e que foram importantes para sua vida. Neste projecto, contou com a colaboração de Hermano Vianna e Elias Andreatto. Mesclando leitura e música, com canções pouco usuais em seu reportório, será acompanhada pelo violonista Luiz Brasil e pelo percussionista Carlos Cesar.

O projecto começou em Minas, no ano passado, quando Bethânia foi convidada pela Universidade Fedral de Minas Gerais -UFMG para participar do ciclo de conferências Sentimentos do Mundo. Logo em seguida realizou outras leituras na Casa do Saber/RJ, PUC/RJ, no Itamaraty/Brasília (para o Encontro Mundial dos Países de Língua Portuguesa) e, mais recentemente, na Casa Fernando Pessoa, em Portugal, como gesto de retribuição pela Ordem do Desassossego que recebeu juntamente com a imortal Cleonice Berardinelli por ser, no Brasil, uma das maiores divulgadoras do legado de Fernando Pessoa.

Agora, pela primeira vez em teatro, Bethânia lerá poetas e escritores de todas as gerações: Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andersen, o moçambicano José Craveirinha, Padre António Vieira, Caetano Veloso, Fausto Fawcet, Ferreira Gullar, entre muitos outros, entremeados por trechos de conhecidas canções brasileiras e portuguesas como ABC do Sertão (Luiz Gonzaga), Romaria (Renato Teixeira), Último Pau de Arara (J. Guimarães/Venâncio/Corumbá), Estranha Forma De Vida (Amália Rodrigues), Marinheiro Só (domínio público/adaptação Caetano Veloso), Dança da Solidão (Paulinho da Viola) e Menino de Jaçanã (Luis Vieira/Arnaldo Passos).

Maria Bethânia reconhece que dizer poesia, hoje em dia, “neste mundo de corre-corre”, é “um desafio”, mas também, “uma ideia que comove e atrai”. E Fernando Pessoa, o poeta da sua vida, não fica de fora. “É a minha tradução mais fiel”, afirma, acrescentando: “Suporta minha respiração, minha cadência e o ritmo desassossegado do meu coração”. O poeta é lembrado com pungentes poemas, como o Poema do Menino Jesus, de Alberto Caieiro, popularizado pela intérprete a partir do show Rosa dos Ventos; e Ultimatum, de Álvaro de Campos, que soa impressionantemente actual desde sua leitura no show Dentro do Mar tem Rio.

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Grupo brasileiro Sertanília apresenta-se em Portugal (Coimbra e Lisboa)

Tempo de Sereno é o título do concerto a ser apresentado pelo grupo musical brasileiro Sertanília, em Portugal, com apoio financeiro do Ministério da Cultura do Brasil, apoio cultural da Universidade de Coimbra e participação especial da escritora brasileira Simone Guerreiro que está a realizar residência artística em Coimbra – Portugal, pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

O evento terá lugar dia 2 de Setembro de 2010, na Fnac – Coimbra e a banda também se apresenta na Fnac Lisboa no dia 04/10. Além da canção autoral que dá nome ao concerto, do compositor e diretor musical Anderson Cunha, o grupo apresentará canções de compositores brasileiros que têm como tema o sertão, entre eles, Luiz Gonzaga, Gilberto Gil, Elomar Figueira Mello e Lenine.

No repertório do espetáculo Tempo de Sereno, são ainda homenageados os poetas portugueses Fernando Pessoa e Florbela Espanca com os poemas musicados D. Tareja, do livro Mensagem, e Eu, da obra poética de Florbela Espanca.

Idealizado há mais de dez anos pelo compositor Anderson Cunha, natural do sertão da Bahia – Brasil, o grupo Sertanília, por seu trabalho criativo e inovador de tradução de uma sonoridade tipicamente “sertaneza” em uma roupagem lírica, no formato de música de câmara, com grande influência da literatura brasileira e da música do compositor baiano Elomar Figueira Mello, participou, em 2010, do longa-metragem “Tudo tem um tempo”, sobre a tradição dos ternos de reis da cidade de Caetité, no sertão baiano, executando o tema “Minha sabiá, minha zabelê”.


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"Tratado Descriptivo do Brasil em 1587"

Com a devida vénia, transcrevemos alguns trechos de um artigo de Fernanda Trindade Luciani, doutoranda em História Social pela Universidade de São Paulo, publicado na Brasiliana USP:

"Apenas no século XIX os dois manuscritos quinhentistas de Gabriel Soares de Sousa, Roteiro Geral com largas informações de toda a Costa do Brasil e Memorial e Declaração das Grandezas da Bahia de Todos os Santos, de sua fertilidade e das notáveis partes que tem, foram reunidos e publicados sob sua autoria.
Foi o historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagen (1816-1878) quem organizou essa primeira edição da obra, em 1851, a partir do cotejamento de cópias dos manuscritos encontradas em arquivos europeus, uma vez que os textos originais não são conhecidos, e atribuiu a autoria a Soares.
Uma segunda edição, também disponível aqui, foi organizada pelo historiador, sendo publicada em 1879, logo após sua morte. Ainda que tenham permanecidos inéditos e anónimos ou apócrifos por mais de dois séculos, os escritos de Gabriel Soares eram bastante conhecidos desde o século XVI por meio de cópias que circulavam não somente na Península Ibérica, mas em outros países europeus, aparecendo citados por renomados autores.
Pouco se sabe sobre as circunstâncias da vinda ao Brasil do português Gabriel Soares de Sousa ou a respeito dos dezessete anos que viveu na colónia e das condições em que colheu as informações sobre a costa do Estado do Brasil e a capitania da Bahia de Todos os Santos. Há indícios de que, quando decidiu desembarcar no litoral baiano, provavelmente em 1569, fazia parte de uma frota que partiu de Lisboa em direção a Monomotapa, atual Moçambique, com a finalidade de explorar as cobiçadas minas africanas.


Fixando moradia ao sul do Recôncavo Baiano, tornou-se um dos homens principais da capitania, proprietário de terras, casas na cidade, bois e escravos, chegando a ocupar o cargo de vereador da Câmara da Bahia. Em meados da década de 1580, tendo herdado alguns mapas e pedras preciosas de seu irmão que falecera no Brasil, Soares deixava as terras americanas rumo a Espanha com a intenção de solicitar ao rei Filipe II (I de Portugal) apoio a sua empreitada de exploração das terras coloniais para além do Rio São Francisco, em busca de riquezas minerais.

Pode dizer-se que o princípio organizacional do texto é demonstrar em carácter promocional – no que devemos considerar as prováveis hipérboles das descrições de Soares – quão proveitoso seria ao rei incentivar a exploração daquelas terras e, assim, lhe conceder as mercês requeridas para sua expedição pelo sertão.

Dessa forma, seus escritos inserem-se num tipo de literatura produzida pelos descobrimentos que tinham o rei como destinatário final; seus autores os escreviam com o objectivo de obter privilégios reais e a Coroa se valia desses relatos, que, junto às correspondências coloniais, a aparelhavam para uma administração mais eficiente de suas distantes possessões ultramarinas.

Se, por um lado, essas minudenciadas descrições do Novo Mundo despertaram interesse dos contemporâneos, como viajantes, religiosos e homens que viviam na colónia ou exploravam as terras americanas; por outro, considerando a escassa produção documental do início da colonização portuguesa, elas tornam o Tratado Descritivo do Brasil em 1587 um dos mais importantes documentos para os interessados e especialistas no período colonial.

Sua descrição permanece sendo a melhor fonte de formação sobre a Bahia do século XVI e vem sendo amplamente utilizada pela historiografia desde o século XIX, além de servir a diferentes campos de pesquisa como a antropologia e a botânica."

Leia o texto da ínteghra aqui

Rio de Janeiro cria serviço para esclarecer dúvidas de Língua Portuguesa

O Rio de Janeiro criou um serviço gratuito para esclarecer dúvidas de Língua Portuguesa por telefone. O Plantão Gramatical, também chamado "Telegramática", visa enriquecer a aprendizagem do idioma.

O serviço esclarece dúvidas sobre o idioma envolvendo questões de ortografia, acentuação, concordância, regência e morfologia. O atendimento ao público será realizado, de segunda a sexta, por uma equipa de oito professores que irão revezar-se em turnos diários. O serviço funcionará sob a responsabilidade da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro e o sistema deverá contar com um número telefónico exclusivo para garantir o anonimato do usuário.

Serviços semelhantes ao "Telegramática" já funcionam noutras partes do Brasil. O Rio de Janeiro vai adoptar modelo semelhante ao implantado em Fortaleza, no Ceará. Naquele Estado, há 30 anos, uma equipa de profissionais atende a população e recebe, em média, 150 ligações diárias. Noutras cidades como Curitiba, Brasília, Jundiaí e Londrina, o poder público também oferece piquetes gramaticais por telefone.

Laurentino Gomes lança "1822" em Setembro

Escrever sobre a Independência do país era quase uma obrigação para o jornalista brasileiro Laurentino Gomes.

Após publicar "1808", livro sobre a transferência da família real portuguesa para o Brasil, os leitores cobravam a continuação da história.

“Como uma coisa está intimamente relacionada com a outra, pensei que poderia lançar um olhar mais panorâmico sobre o processo da independência”, diz.

O resultado é "1822", que serviu de tema para um debate durante o último fim de semana na Bienal do Livro de São Paulo. A obra deve chegar às livrarias justamente no dia 7 de setembro, data da independência do Brasil.

Desta vez, Laurentino Gomes cobre o período entre 1821, data do regresso de D. João VI a Lisboa, e 1834, ano da morte de D. Pedro 1º do Brasil, IV de Portugal.

“Tentei dar uma dimensão humana a D. Pedro. Ele é fascinante. Com 23 anos proclamou a independência e viu-se obrigado a tomar decisões importantíssimas’’, resume o autor.

Desde a publicação de "1808", há três anos, muita coisa mudou na vida de Laurentino Gomes. Lançado pela editora Planeta, o livro já vendeu mais de 600 mil exemplares, um récord editorial absoluto no Brasil.

Leia mais na Gazeta do Povo

Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia - Candidaturas abertas

Até 20 de Setembro está aberto o prazo de candidaturas à quarta edição do Prémio de Dramaturgia António José da Silva.

Com um valor de 15 mil euros, o galardão anual luso-brasileiro tem como principal objectivo incentivar a escrita dramática em língua portuguesa, nos mais variados géneros - teatro para adultos, teatro para a infância e juventude, entre outros - e o aparecimento de novos dramaturgos de língua portuguesa, “reforçando as parcerias de desenvolvimento e cooperação cultural entre Portugal e o Brasil”, destaca a organização.
Iniciativa do Instituto Camões e da Fundação Nacional da Arte (Funarte), do Brasil, o prémio conta com a parceria da Direcção-Geral das Artes e do Teatro Nacional de D. Maria II. A primeira edição teve como vencedora a peça «A minha mulher», da autoria de José Maria Vieira Mendes, de Portugal. «The Cachorro Manco Show», da autoria do escritor brasileiro Fábio Luís Mendes, venceu a segunda edição enquanto em 2009 o português Abel Neves levou para casa o galardão pela peça «Jardim Suspenso».
Os textos concorrentes serão seleccionados, numa primeira fase, em cada um dos países, por júris nacionais. Os oito textos concorrentes que passarem à segunda fase serão apreciados por um júri comum aos dois países que determinará o vencedor do Prémio. Podem concorrer - com um ou mais textos originais em língua portuguesa, não editados e não encenados - cidadãos portugueses ou estrangeiros naturalizados.

Mais informações no site do Instituto Camões: http://www.instituto-camoes.pt/

Rock in Rio de regresso ao Brasil com bandas portuguesas

O Rock in Rio vai regressar a casa. Em Setembro de 2011, o Rio de Janeiro vai voltar a receber este festival de música onde estão previstas presenças de músicos e bandas portuguesas.

O Rock in Rio, um dos eventos que mais pessoas atrai em Portugal, ocorreu apenas três vezes no Brasil (1985, 1991 e 2001), mas teve a sua marca internacionalizada sendo promovido em Lisboa (2004, 2006, 2008 e 2010) e em Madrid, Espanha (2008 e 2010).

Em nove edições, o Rock in Rio reuniu mais de cinco milhões de pessoas que assistiram à actuação de 656 bandas. A última edição no Brasil ocorreu em 2001 e, de acordo com Roberto Medina, o idealizador de um dos maiores festivais de música do mundo, nesse ano o Rock in Rio “foi brilhante”.

Apresentado à imprensa brasileira o projecto Rock in Rio 2011, que regressa ao Rio de Janeiro nos dias 23, 24, 25, 30 Setembro, 1 e 2 de Outubro do próximo ano, será realizado em Jacarepaguá, no mesmo bairro onde se estreou em 1985.

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Leite de Colónia - marca de origem brasileira revive em Portugal

Se há dádivas com consequências, o cabaz que um grupo de amigos ofereceu há alguns anos a Paulo Paiva dos Santos, composto de vários produtos tradicionais portugueses, é um bom exemplo de uma prenda-experiência.

Desafiado a revitalizar algumas marcas portuguesas que corriam então o risco de desaparecer, Paiva dos Santos aceitou a prova. Contactou, reuniu com os donos e chegou a ter boas perspectivas de compra da Pasta Medicinal Couto mas, "por razões técnicas", a aquisição da marca de dentífrico não se realizou.

Contactou os proprietários dos rebuçados do Dr. Bayard, mas os mesmos "não se mostraram abertos" para qualquer aproximação. A ideia era adquirir a marca e alargar a gama para vários produtos para a tosse, aproveitando o percurso de Paiva dos Santos na área farmacêutica, como accionista e presidente da Generis e dono da Wynn Pharma.

Mas a segunda tentativa não resultou, assim como a terceira, dos cremes Benámor, que entretanto já tinham começado a sua própria revitalização. Do cabaz-oferenda que Paiva dos Santos recebera, tentou ainda o lápis hemostático (não de escrever, mas para remediar golpes de lâminas de barbear mais afiadas), "mas a proprietária também não se mostrou interessada".

Paulo Paiva dos Santos encontrou na Saldanha & Fonseca aquilo que queria recriar: uma marca portuguesa à sua medida. Tinha sido esta empresa que tinha ficado, anos antes, com os direitos de comercialização e produção em Portugal da marca Leite de Colónia, originalmente brasileira.
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