25.12.09

Natal em Portugal e no Brasil - uma herança comum

Árvore de Natal na Praça do Comércio, em Lisboa


Portugal e o Brasil, ambos países predominantemente católicos, celebram com idêntica intensidade o Natal, partilhando uma herança cristã comum.

Nos dois países, esta época é assinalada com a montagem de árvores de Natal e presépios recordando o nascimento de Cristo. Lá como cá, a festa é pretexto para encontro das famílias, que se reúnem na noite de 24 para 25 em torno da tradicional ceia, com pratos tão típicos como as rabanadas, o perú e os bolinhos de bacalhau...
No Brasil, o Pai Natal ficou conhecido como Papai Noel, por influência da designação francesa. Mas também aqui, como em Portugal e no resto do mundo, é ele o responsável pela distribuição dos presentes às crianças, que esperam, ansiosas, pela chegada da meia-noite para poderem receber as prendas.

Em Portugal, mais do que no Brasil, o bacalhau está presente na consoada, a ceia que é servida depois da Missa do Galo.O prato é geralmente cozido com legumes, para simbolizar a abstinência que se deve preservar na véspera da celebração do Natal.

No entanto, são também bastante populares os doces e os vinhos.
Coro de Natal no Brasil - Gramado

De forte tradição são também as Rabanadas, os Sonhos, as Filhós, ou as Broas.Outro ingrediente indispensável de qualquer celebração de Natal são os frutos secos, o que é natural, uma vez que se colhem no Outono.

Uma diferença entre Portugal e Brasil está nos doces - enquanto que em Portugal se come o Bolo Rei, que originalmente se destinava a celebrar o Dia de Reis, a 6 de Janeiro, data em que se supõe que os Reis Magos teriam chegado a Belém para oferecer presentes ao menino Jesus, no Brasil a tradição é comer Panetone, um pão açucarado e com passas ou chocolate, que teve a sua origem no Norte da Itália.

Mas, pequenas diferenças como esta à parte, o Natal é celebrado de forma idêntica e com a mesma intensidade em ambos os países, herdeiros de uma herança cristã comum.

Turistas brasileiros ajudam a esgotar cruzeiros no Douro

Os turistas brasileiros, juntamente com portugueses, espanhóis e russos, estão a afluir em grande número aos cruzeiros pelo rio Douro, no Norte de Portugal.

Os barcos que a empresa Douro Azul tem a navegar durante a passagem de ano já estão com lotação esgotada devido a uma acentuada procura .

Mário Ferreira, director do Grupo Douro Azul, considera que o facto de os seus sete barcos estarem já "totalmente cheios" - quatro são barcos-hotel e três destinam-se a percursos diários - é demonstrativo de que "o Douro está na moda" e a beneficiar da grande exposição que registou ao longo de 2009.

Os cruzeiros de passagem de ano da Douro Azul realizam-se entre o Porto e o Pinhão, incluindo estadia em pensão completa no barco, animação a bordo e visitas a pontos de interesse turístico no trajecto, ao longo dos vários dias da viagem.

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24.12.09

Feliz Natal e Óptimo Ano Novo!


Presépio de Machado de Castro -Basílica da Estrela, em Lisboa




Feliz Natal e um Óptimo 2010!
Merry Christmas and a Happy New Year!
Joyeux Noel et Bonne Année!


23.12.09

Palavra e Utopia, de Manoel de Oliveira, distribuído em DVD no Brasil

Assinalando o início da distribuição no Brasil, em edição DVD, do filme "Palavra e Utopia" (Madragoa Filmes, 2001), do realizador português Manoel de Oliveira, o caderno "Ilustrada", do jornal "Folha de São Paulo", publicou, na sua última edição, a resenha crítica de Inácio Araújo que aqui se transcreve na íntegra:

"O padre António Vieira foi um grande pensador da língua portuguesa, sabe-se. E um grande pensador político, poderia acrescentar Manoel de Oliveira ao projectar o seu “Palavra e Utopia”.

É um filme sobre a palavra, sem dúvida, sobre as línguas, que circulam diversas ao longo do filme, e sobre Portugal e sua pequenez em face da grandeza que projetava Vieira.
Um filme sobre a justiça, já que Vieira não apenas sabe se manifestar sobre a necessidade de servir à pátria e aturar suas ingratidões, como, sobretudo, é contra a escravidão dos negros, os atentados aos índios, as perseguições aos judeus. Por essas e outras, será alvo da Inquisição, de que o salvam a sabedoria, o charme e Roma.
De que Vieira fala Oliveira, em qual Vieira pensa? É menos o homem de talento incomum, de palavra inspirada, que visa o filme, do que o homem cuja palavra usa para o combate. Estamos, portanto, diante de Oliveira, cineasta político.Não será absurdo pensar em um Oliveira/Vieira (um Olivieira?). Assim como o padre orador do século XVII, Oliveira até hoje é mais reconhecido fora de Portugal do que dentro.
Vieira foi um homem de duas terras, Brasil e Portugal. Que eram uma, pois o Brasil pertencia ao reino. Oliveira de certa forma faz aqui um filme de homenagem ao Brasil, onde havia os índios e os negros. Onde havia, já, os oligarcas que tinham de ouvir seus sermões de cara amarrada, quando condenava a prática da escravatura, o hábito de viver sem trabalhar etc.
Tinha um pé em cada borda do mundo: Portugal e Brasil. O oceano era seu domínio. E várias vezes Oliveira nos mostra esse movimento das águas, de um lado para outro do Atlântico, como se fosse preciso sair de Portugal para apreender o mundo.

“Palavra e Utopia” é um filme da palavra. Desde o título. Pois é com palavras que se faz política. Mas assim como existe aqui uma política dos sotaques (um falar português menos acentuado em Luís Miguel Cintra, um falar brasileiro com certa distância em Lima Duarte -o primeiro, o Vieira da idade madura, o segundo, o da velhice), existe também uma das imagens. Pois, ninguém esqueça, Oliveira é um cineasta, e não só isso: é um dos grandes.
A imagem espreita a palavra todo o tempo. Confronta-a a si mesma. A sacraliza. Como a música de que fala Vieira, purifica. Mas também pode servir de moldura para que melhor se escute a palavra. E a de Vieira dói. Ela opõe à palavra do poder o poder da palavra em liberdade. À Inquisição, a independência. Esse é o Vieira que apaixona e inspira Oliveira. Ao qual este grande cineasta político não homenageia: o que faz é sugerir Vieira como intelectual, homem e carácter exemplar."

PALAVRA E UTOPIA
Distribuidora: Versátil
Classificação: livre
Avaliação: óptimo
A propósito desta resenha, escreve Renato Lima no blog Café Colombo:

"Sobre Vieira e a Inquisição vale a pena dar uma olhada num interessante livro do historiador Stuart Schwartz, All Can Be Saved.

Schwartz é uma das principais referências sobre América Latina colonial (e, em especial, o Brasil). Neste trabalho, após uma detalhada análise em mais de 3.000 casos dos arquivos da Inquisição, o autor documenta que a tolerância religiosa era bem mais presente do que se imaginava até então.

E, principalmente, a poderosa Inquisição era bem menos hegemónica do que a historiografia tradicional retrata e altamente permeável a influências políticas. E isso explica, em parte, o sucesso de Vieira em escapar das garras inquisitoriais."

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BES diz que financiamento da OPA da Cimpor estará assegurado em Janeiro

O presidente do Banco Espírito Santo (BES) no Brasil, Ricardo Espírito Santo, prevê que em Janeiro a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) já terá o financiamento garantido para a oferta pública de aquisição (OPA) que lançou sobre a Cimpor.

O financiamento recorrerá a um empréstimo-ponte de 3,4 mil milhões de euros, com a liderança do BES, e com prazo de um ano, que será substituído, em meados do próximo ano, por um financiamento com um prazo maior.

De acordo com Ricardo Espírito Santo, os recursos deverão estar disponíveis sob a forma de carta de crédito de vários bancos. Em princípio, o financiamento terá um prazo de um ano, com ‘spreads’ entre os 150 e 200 pontos-base acima da Libor.

Quando a CSN fez o anúncio preliminar da OPA sobre a Cimpor, na passada sexta-feira, informou que o seu intermediário financeiro será o BES Investimento.

Português naturalizado brasileiro é um dos autores da "História do Brasil" em banda desenhada

Português naturalizado brasileiro, Omar Vinõle, hoje com 36 anos, é um dos autores, juntamente com os brasileiros Edson Rossatto e Laudo, da "História do Brasil em Quadrinhos", cujo segundo volume - dedicado à proclamação da RePública, foi agora lançado.


Omar especializou-se em arte-final e na coloração de banda desenhada. Do mesmo modo que no livro anterior desta colecção, surpreendeu-se com os detalhes da Proclamação da República.


História do Brasil em Quadrinhos 2
Autores: Edson Rossatto, Laudo e Omar Viñole
Editor: Manoel de Souza
Editora Europa
Formato: 23 cm x 16 cm
76 páginas


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Gregório de Matos - o maior poeta satírico português do século XVII

Nascido em Salvador da Bahia, no dia 23 de Dezembro de 1636, há 373 anos, Gregório de Matos é considerado o maior poeta barroco do Brasil e o mais importante poeta satírico da literatura em língua portuguesa do século XVII.

Por não ter medo de falar a verdade sobre o quotidiano e os costumes da época, era conhecido pelo “boca do inferno” ou “boca de brasa”.

Estudou no Colégio Jesuíta da Bahia, entre 1642 e 1650, continuando depois os estudos na Universidade de Coimbra, em Lisboa, onde se formou em Cânones, em 1661. Dois anos depois, foi nomeado “juiz de fora” da cidade portuguesa de Alcácer do Sal.

Em 1668, representou a Bahia nas cortes de Lisboa. Quatro anos mais tarde, foi nomeado procurador, depois desembargador das Relações Eclesiásticas da Bahia e, em seguida, tesoureiro-mor da Sé pelo rei de Portugal.

Regressou ao Brasil em 1683, acabando por ser destituído dos seus cargos por não aceitar as ordens dos seus superiores e não querer usar batina. O promotor eclesiástico da província, em 1695, denunciou-o ao Tribunal da Santa Inquisição, mas a acusação não prosseguiu.

Chegou a ser deportado para Angola, em 1694. Voltou ao Brasil, no ano seguinte, onde morreu aos 59 anos, em Recife, de doença contraída em África, no dia 26 de Novembro de 1695.

A alcunha "boca do inferno" foi dada a Gregório pela sua ousadia em criticar a Igreja Católica. Criticava também a "cidade da Bahia", ou seja, Salvador, como neste soneto:

A Cada Canto Um Grande Conselheiro


A cada canto um grande conselheiro
que nos quer governar cabana e vinha
Não sabem governar sua cozinha
e podem governar o mundo inteiro

Em cada porta um frequentado olheiro
que a vida do vizinho, e da vizinha
pesquisa, escuta, espreita, esquadrinha
para a levar à Praça e ao Terreiro
Muitos mulatos desavergonhados,
trazidos pelos pés os homens nobres
posta nas palmas toda a picardia
Estupendas usuras nos mercados
todos, os que não furtam, muito pobres
- eis aqui a cidade da Bahia

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Património e Língua Portuguesa entre as prioridades do Governo

A ministra da Cultura de Portugal definiu hoje a valorização do património, a Língua Portuguesa e a aposta nas indústrias criativas como as três áreas programáticas para o sector.

Gabriela Canavilhas esteve no Parlamento na sua primeira audição como ministra da Cultura na Comissão Parlamentar de Ética, Sociedade e Cultura, onde reafirmou a importância de projectos dos seus antecessores, como o programa “Cheque-obra”, a política em rede e as parcerias com os municípios.

Questionada quanto ao Orçamento da Cultura para 2010, a ministra afirmou que “a duplicação do orçamento é inatingível, mesmo no final da legislatura”, mas mostrou confiança nas parcerias institucionalizadas com outros ministérios para a captação de financiamentos, designadamente as tutelas da Economia e Turismo, Educação e Negócios Estrangeiros.

Na área da Língua Portuguesa, a ministra afirmou que o Governo tudo fará para “criar instrumentos e medidas necessárias à implementação e aceitação” do novo Acordo Ortográfico.

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Brasileiros em Portugal triplicam pedidos de ajuda para voltar a casa

Paulo e a família já chegaram ao Brasil. Aos 38 anos, o imigrante brasileiro em Portugal entrou num avião com a mulher e os três filhos. Todos tinham o bilhete pago pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), o único organismo em Portugal a prestar auxílio aos imigrantes que não conseguem regressar ao país de origem.

Paulo está entre os 957 emigrantes brasileiros que pediram ajuda à OIM para voltar ao Brasil este ano, um recorde desde que este organismo começou a funcionar, em 1997.

Este universo ainda é reduzido face ao total - vivem actualmente 107 mil brasileiros em Portugal -, mas estes pedidos de ajuda são, para a OIM, indicativos dos efeitos da crise na comunidade emigrante residente em Portugal.

A OIM está presente em 127 países, onde tem mais de quatrocentos escritórios, e é um dos raros instrumentos que permitem medir o número de imigrantes que abandonam voluntariamente Portugal. De acordo com a coordenadora do Programa de Retorno Voluntário, Marta Bronzin, em apenas dois anos, este tipo de pedidos triplicou na missão portuguesa da OIM.

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22.12.09

Portugal vê com bons olhos investimento brasileiro no país

O governo português vê com bons olhos o investimento de grandes empresas brasileiras no país, disse hoje o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates.

No caso da oferta da CSN para comprar a Cimpor, ele disse que a actuação do banco estatal Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai se pautar apenas pelo que for melhor para o futuro da cimenteira.
"Vemos com bons olhos o investimento, em particular o industrial de grandes empresas brasileiras no nosso país", disse ele em debate parlamentar.
"É de enorme importância para o nosso país e de importância estratégica para Portugal que, entre Portugal e o Brasil, haja investimentos recíprocos, em particular das melhores empresas de um país e de outro", acrescentou.
A CGD é uma das principais accionistas da Cimpor, com participação de 9,6 por cento.
A CSN fez na última sexta-feira o lançamento preliminar de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) das acções da Cimpor. Considerando 100 por cento do capital, o valor chega a 3,86 bilhões de euros.
O primeiro-ministro português disse que a Cimpor é uma empresa de referência para Portugal e que "a posição do Conselho de Administração da CGD será apresentada ao governo e a decisão final do banco estatal será no sentido de defender aquilo que se considerar melhor para a empresa".

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Documentário sobre a língua portuguesa no mundo passa esta noite na RTP 1

Esta noite, às 21.26 de Lisboa (19.26 hora de Brasília), a RTP - televisão pública portuguesa - exibe no canal 1, o documentário Além de Nós, “uma viagem sobre a importância estratégica da língua portuguesa nalgumas partes do mundo”. O documentário, da responsabilidade da jornalista Anabela Saint-Maurice, foi rodado durante seis meses na Ásia, no Brasil e em Angola.

A jornalista disse que “não quis abordar a língua de uma forma literária”. O seu objectivo, foi assim, documentar a ligação que a língua tem “com o homem comum, com o que se passa todos os dias, sendo que o homem comum costuma aprender uma língua por causa do emprego”, disse.

Anabela Saint-Maurice referiu ainda que “são os factores socio-económicos que dão à língua uma maior projecção, além de servir para uma maior cooperação entre os países”.
Para este projecto, produzido por Ana Lucas, a RTP contou com o apoio da Fundação Macau, da televisão de Macau (TDM) e da Televisão Pública de Angola (TPA).
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Debret deixou memória histórica da Casa de Bragança no Brasil

Como muitos artistas franceses da sua época, Jean Baptist Debret – nascido em Paris, em 18 de Abril de 1768, de família de classe média e pai amante das ciências e das artes –, era um protegido de Napoleão. Em 1815, com a derrota de Napoleão, a arte e os artistas perderam o seu principal suporte financeiro e ideológico.
É nessa época e nesse contexto que, por solicitação de governantes estrangeiros, começam a organizar-se na França algumas missões de artistas franceses, entre elas uma para o Brasil, a pedido de D. João VI, cuja corte havia sido transferida para o Rio de Janeiro em 1808, exactamente por causa da invasão de Portugal por tropas napoleónicas.

Os artistas que viriam a compor essa missão eram “órfãos” bonapartistas, e é por isso que a chamada Missão Artística Francesa é vista por alguns historiadores mais como um grupo de refugiados do que como uma missão oficial.

Independentemente das interpretações, a organização da missão francesa para o Brasil foi solicitada pelo Conde da Barca – iluminista e maçon de ideias modernistas –, ao Marquês de Marialva, embaixador de Portugal em Paris, com o objectivo de levar para o Brasil um grupo de imigrantes qualificados, inclusive artistas, para, entre outras coisas, organizar e criar uma Academia de Belas Artes.

Detalhe da gravura Végétaux des forêts vierges du Brésil (1) de Jean Baptiste Debret. Litografia de Charles Etienne Pierre Motte.

O Marquês de Marialva solicitou ao geógrafo, naturalista e explorador alemão Alexander Von Humboldt – cuja obra influenciou muitos dos viajantes que vieram para o Brasil, entre eles Martius, Wied-Neuwied e Saint-Hilaire – a indicação dos artistas que gostariam de emigrar para a América portuguesa.

Humboldt indicou Joachim Lebreton para o recrutamento da nova colónia francesa, que receberia seu nome: a Colónia Lebreton. Entre os seleccionados, estão o próprio Lebreton, os pintores Debret (contratado como pintor de história) e Antoine Taunay (como pintor de paisagem), o arquitecto Grandjean de Montigny, além de escultores, arquitectos, um gravador, um medalhista, mecânicos, carpinteiros, serralheiros e um músico.

O grupo chega ao Rio de Janeiro em 26 de Março de 1816, e Debret tem seu primeiro contacto com uma natureza de flora e fauna exuberantes, uma população que exibe infinitas cores e sensualidade nos gestos, um terrível cenário povoado de escravos, um enorme contraste com a cultura europeia. E tudo isso o fascina.

Durante o tempo em que permaneceu no Brasil, Debret foi apresentado à corte e encarregado de diversas encomendas, pintando retratos de nobres, cenas de solenidades, coroações, enterros, registando a história da casa de Bragança em terras americanas. Versátil, desenhou desde uniformes e trajes de gala , até iluminuras de diplomas, insígnias e cenografia de teatro.
Quando faleceu em Paris, no dia 28 de Jnho de 1848, Debret deixou inúmeras obras, entre pinturas, aquarelas e desenhos. No entanto, seu maior legado sobre o Brasil foi o trabalho Voyage pittoresque et historique au Brésil, ou Séjour d’un artiste français au Brésil, depuis 1816 jusqu’en 1831 inclusivement, époques de l’avènement et de l’abdication de S. M. D. Pedro Ier. Fondateur de l empire brésilien.

Veja na Brasiliana Digital o livro de Debret com todas as gravuras em alta resolução:
Voyage pittoresque et historique au Brésil [...] Volume 1
Voyage pittoresque et historique au Brésil [...] Volume 2
Voyage pittoresque et historique au Brésil [...] Volume 3

Leia mais na Brasiliana USP

"Direito à Memória e à Verdade" - Exposição em Lisboa sobre a Ditadura no Brasil

O Centro de Estudos Sociais - CES, acolhe, nas suas instalações em Lisboa, a exposição fotográfica “Direito à Memória e à Verdade : a Ditadura no Brasil 1964-1985”, organizada pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil.

A exposição, concebida inicialmente para assinalar os 27 anos da promulgação da Lei da Amnistia do Brasil, foi aberta ao público, pela primeira vez, em Agosto de 2006, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Segundo o Ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil, Paulo de Tarso Vannuchi, “a exposição traz uma ambientação sonora e visual que conduz o público por uma ‘Viagem no Tempo’ […] até aos anos da ditadura no Brasil. A exposição é mais uma forma de conhecer o que aconteceu nesse lamentável período da vida republicana brasileira. Só de posse desse conhecimento o Brasil saberá construir instrumentos eficazes para garantir que as violações dos direitos humanos, ocorridas durante a ditadura, não se repitam nunca mais”.

"Direito à Memória e à Verdade: a Ditadura no Brasil 1964/1985"
De 3 de Dezembro de 2009 a 31 de Janeiro de 2010,
CES-Lisboa/CIUL, Picoas Plaza, Rua do Viriato, nº 13

Centenário da República Portuguesa ao ritmo do samba

O centenário da República Portuguesa, assinalado em 2010, transformou-se em tema do desfile de uma escola de samba, que promete colorir o carnaval de São Paulo com as cores e tradições lusitanas.

"Do além-mar, a herança lusitana nos une. Ora, pois!" é o enredo da X9 Paulistana, uma das principais escolas de samba de São Paulo, com desfile marcado para sábado de carnaval, 13 de Fevereiro.
"Foi uma junção de factores porque a escola, fundada por portugueses, assinala 35 anos em 2010, o que fez surgir a ideia de comemorar a data junto com o centenário da república portuguesa", disse o responsável pelo desfile.
O carnavalesco e historiador Rodrigo Cadete, 32 anos, afirmou que a escola apresentará na avenida um desfile "muito alegre e colorido", marcado pelas cores lusitanas (verde e vermelho), que também são os símbolos da X9.
Localizada na Zona Norte de São Paulo, região de grande concentração de imigrantes portugueses, o desfile da X9 deverá contar com cerca de 3.800 participantes, divididos em 24 alas.

Leia mais no DN/Globo

Museu em Curitiba expõe cinco séculos de azulejaria portuguesa

Até Abril de 2010, 90 painéis de azulejos portugueses que traçam a história da arte cerâmica entre o século XVI e a actualidade, podem ser vistos pelo público no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, capital do estado brasileiro do Paraná.

Provenientes do acervo do Museu Nacional do Azulejo, em Lisboa, os painéis são exemplares da herança da cultura árabe em Portugal e traçam um panorama da história da arte da cerâmica portuguesa, do século XVI até à actualidade.

A exposição, intitulada "Figuras e Padrões - A encomenda do azulejo em Portugal do século XVI à actualidade", apresenta exemplares das encomendas que eram feitas pela Igreja, pela nobreza e pelo público em geral.

Leia mais no Mundo Português

Moonspell no Brasil: Portugal visto da Lua

Nem só samba, nem só forró. O escritor português José Luís Peixoto, ele próprio fã de heavy metal desde criança, foi ver como o Brasil vibra com os sons electrizantes dos Moonspell, um grupo musical luso de black metal/ghotic metal.
"Com a excepção da marca das cervejas e da farofa - escreve ele, descrevendo o ambiente em São Paulo - estávamos num lugar bastante português: matraquilhos, vitrina com taças, verde e vermelho por todo o lado (...)

"Quando não se sente uma ascensão gloriosa, quando os guitarras distorcidas não electrizam a pele, quando não se sente o duplo bombo da bateria no centro do nosso corpo, é provável que nunca se venha a sentir/compreender o heavy metal. Assisti ao concerto de vários pontos. No balcão, de frente para o palco, apercebi-me do desafio que aquela noite oferecia para os mais preconceituosos.

De um lado, estava uma sala cheia de brasileiros que, em vez de estarem de biquini, a ouvir bossa nova ou a sambar no Carnaval, estavam integralmente vestidos de preto, a abanar a cabeça ao som de letras que falam de tragédia e morte.

Do outro lado, no palco, estavam cinco portugueses que, em vez de serem padeiros e se chamarem Joaquim, tinham acabado de atravessar todo o continente americano a tocar heavy metal para milhares de pessoas.

Já perto do final, assisti ao concerto num canto do palco. Daí, fui puxado para cantar com os Moonspell uma parte de 'Alma Mater' - uma das canções mais emblemáticas da sua carreira. Aquilo que senti e que recordo é também difícil de explicar, os joelhos e o chão tremem, é inesquecível."

Leia o texto na íntegra no Expresso

21.12.09

Livro divulga obra de Machado de Assis em Portugal

A difusão em Portugal da obra do escritor brasileiro Machado de Assis é o objectivo do livro que a Missão do Brasil junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o Centro de Literaturas de Expressão de Portuguesa acabam de lançar.

Intitulado “Lembrar Machado de Assis”, o volume reúne as contribuições de vários especialistas, professores universitários portugueses, brasileiros e um inglês (John Gladson) que participaram num colóquio realizado em Outubro de 2008, na Universidade de Lisboa, no âmbito de um extenso programa destinado a assinalar o centenário da morte do escritor (1839-1908).

“É uma colectânea que encerra um ciclo de eventos organizados pela Missão do Brasil junto da CPLP e também pelo CLEPUL (Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa) que concentrou os seus esforços na área da literatura e que deu uma prioridade muito grande à obra de Machado de Assis”, disse o embaixador Lauro Moreira, da Missão do Brasil junto da CPLP e um dos organizadores do livro.

Os académicos brasileiros Ana Maria Lisboa de Mello, Domício Proença Filho e Beatriz Weigert e os portugueses Abel Barros Baptista, Ernesto Rodrigues, Fernando Cristóvão, Arnaldo Saraiva e Lauro António são alguns dos autores dos ensaios reunidos na obra.

Leia mais no Boletim da Câmata Portuguesa de Comércio no Brasil

“Um acordo é melhor que nada”, dizem europeus sobre Copenhaga

Para Lars Loekke Rasmussen, o primeiro-ministro dinamarquês, anfitrião da conferência do clima em Copenhaga , “um acordo é melhor que nada”.


O positivo da cimeira, sublinha Rasmussen, “foi ter reunido à mesma mesa os EUA, a China, a Índia, a África do Sul, a Europa, os países pobres e os Estados-ilhas, para se entenderem sobre o Acordo de Copenhaga.”O documento teria sido “mais forte se fosse adoptado em plenário”, e não apenas reconhecida a sua existência, como aconteceu, “mas é apesar de tudo um progresso”.

“Compromete 26 países representando 75 por cento das emissões de gases com efeito de estufa”, sublinhou.

Este entendimento é comum a outros países da União Europeia, segundo Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente português. “Há um certo desapontamento, mas também a percepção de que pior seria não ter nada”, disse.

“Não ocultamos que depois de dois anos de negociações e de tanto enfoque político em torno da cimeira é muito decepcionante que haja partes que não estão preparadas para o nível de ambição de que o mundo precisa”, frisou.

Rasmussen entende que “sem a intervenção dos chefes de Estado não existiria acordo”. “Antes de chegarem, as negociações estavam num impasse”, recordou.

A lição de Copenhaga, no entanto, é que mesmo juntando 119 chefes de Estado não há garantia de decisões. “Mesmo que venham e desejem chegar a acordo, podem não ser capazes de o concluir”, disse ontem a presidente da conferência, a ministra dinamarquesa Connie Hedegaard, designada comissária europeia do Clima.

Os próximos passos serão na cidade alemã de Bona, de 31 de Maio a 11 de Junho, na conferência do clima das Nações Unidas, e nas conversações ministeriais no México, de 29 de Novembro a 10 de Dezembro de 2010.

Leia mais no Público

Cristiano Ronaldo distinguido com Prémio Ferenc Puskas, pelo Golo Mais Bonito do Ano

Um dos cinco finalistas ao prémio de Melhor Jogador do Mundo pela Fifa, o português Cristiano Ronaldo já teve hoje motivos para comemorar - o jogador do Real Madrid foi o vencedor do Prémio Ferenc Puskas, de Golo Mais Bonito do Ano.

Na votação que levou em consideração a última temporada europeia, até Julho deste ano, o golo
escolhido foi o marcado por Cristiano Ronaldo na Liga dos Campeões de 2008/09. Quando ainda actuava pelo Manchester United, o jogador português acertou um belo chuto de fora da área na vitória por 1 a 0 sobre o Porto, nos quartos de final. O tento classificou a sua equipa para as semifinais.

Na hora de receber o troféu, em cerimónia da FIFA, hoije, em Zurique, Cristiano Ronaldo mostrou-se surpreendido : "Na verdade não esperava ganhar nada hoje, mas é um orgulho receber este prémio. Foi um grande golo", disse.

O prémio em homenagem a Puskas, maior jogador da história da Hungria, foi entregue pela primeira vez este ano. Entre os golos que concorriam, estava um do brasileiro Nilmar. Na primeira volta do último Campeonato Brasileiro, o atacante marcou o golo da vitória por 1 a 0 do Internacional sobre o Corinthians, depois de passar pela marcação de quase meia equipa adversária.
Leia no Estado de SP

Réplica do avião 14-Bis, de Santos Dumont, é exposta em museu de Portugal

Uma réplica da famosa aeronave do inventor e engenheiro brasileiro Santos Dumont foi oferecida ao Museu do Ar da Força Aérea Portuguesa (FAP), onde se encontra agora exposta ao público.

A cópia do 14 BIS foi construida por Alan Calassa, em Caldas Novas (GO) e adquirida pelo Museu TAM, do Brasil. A Força Aérea Brasileira (FAB) foi responsável por transportar a réplica até ao museu português, localizado na Base Aérea Nº 1, em Sintra, próximo de Lisboa.

O 14 BIS, ao lado do Demoiselle, que já estava no local, domina a entrada do Museu, conferindo destaque à história da aviação brasileira e mundial.

Leia mais no Plano Brasil

Por dentro da nau de Cabral

Está em exposição no Rio de Janeiro, no Espaço Cultural da Marinha, uma réplica do navio que trouxe os portugueses ao Brasil em 1500, uma nau idêntica à de Pedro Álvares Cabral.

A revista Ciência Hoje garante que "ao pisar no convés e sentir o balanço do mar, é impossível não se sentir como um marujo da época."


Réplica da Nau de Pedro Álvares Cabral
Espaço Cultural da Marinha
Av. Alfred Agache, s/n, Centro,
Rio de Janeiro/RJ (próximo à Praça XV)
Terça a domingo, das 12h às 17h.

Visitas Grátis!

Informações pelos telefones:
(21) 2104-5592 / 2104-6025
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MRA reforça apoio a empresas brasileiras

A sociedade de advogados Miguel Reis & Associados (MRA) reforçou o seu departamento de recuperação de créditos para prestar maior apoio a empresas brasileiras que têm como clientes empresas portuguesas em processos de falência. Para este reforço, a MRA passou a contar em Lisboa com a advogada paulista Suzana Amaral.
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