26.12.08

Celso Amorim no Seminário Diplomático português

O Ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Celso Amorim, é o convidado internacional do Seminário Diplomático, que anualmente reune em Lisboa os embaixadores e quadros superiores do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

A intervenção do chefe da diplomacia brasileira terá lugar no dia 5 de Janeiro.

GPS português no Brasil

O NDrive Touch, um dos mais leves e finos GPS do mercado, prevê vender este ano 7 milhões de equipamentos, sendo que metade das 20 mil licenças se destinam ao operador italiano TIM no Brasil, como software para o equipamento 3G HTC 3301.

Saiba mais na Agência Financeira.

Portugal no petróleo do Brasil

A GalpEnergia e a Petrobras anunciaram esta sexta-feira a descoberta de um novo poço de petróleo “onshore” na bacia do Espírito Santo, segundo informa a TSF.

Turismo português no Brasil

Leia no Mercado & Eventos as ideias da Presidente da Embratur, Janine Pires, para a captação de turistas portugueses para o Brasil.

24.12.08

Mensagem do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira

Integrantes em geral da nossa Comunidade
Chegamos ao fim de mais um ano, de mais um ciclo das nossas vidas. Foram sonhos cumpridos, desilusões experimentadas, tristezas e alegrias vividas. Esperanças confirmadas, outras frustradas, que agora são renovadas.

Fazemos a retrospectiva do período, mas já com os olhos postos no futuro que se avizinha na busca de dias melhores e com a esperança viva de mais sonhos a realizar. É a dinâmica da vida, na qual todos nós estamos envolvidos.

Este é também o momento em que desejamos felicidades a todos. Importante, assim, que saibamos o significado verdadeiro do que é felicidade. É que esse estado de espírito, conforme enfatizou o saudoso jurista e filósofo brasileiro Miguel Reale, nunca é permanente ou definitivo porque a vida humana é sempre fluxo em que se alternam, quando não se conflitam, motivos de alegria e de tristeza. No fundo, a conquista da felicidade é uma vitória do espírito do tempo, a formação de um estado de consciência que esteja em harmonia com o momento que vivemos e com tudo aquilo que nos cerca. Isso tudo é para dizer que ninguém pode ser feliz sozinho, sem a alma participante aberta as aspirações coletivas.

As Comunidades Portuguesas espalhadas pelo mundo têm exatamente a sua felicidade peculiar, porque têm a alma participante nesse comungar de ideais, anseios, esperanças e emoções que resultam dessa condição singular comum a todas essas pessoas que foram cumprir as suas vidas em terras alheias, deixando escritas com letras de ouro e sangue verdadeiras epopéias, as provações e os imprevistos e, muitas vezes, a renuncia dolorosa de um regresso ao seu país e aos seus entes queridos.

Esta dimensão especial da nossa gente nunca foi uma concepção literária, mas realidade autêntica a sustentar uma imagem forte de alargamento das nossas fronteiras, através da presença grandiosa e realizadora dos nossos emigrantes, que em terras distantes nunca pouparam esforços para vencer. E, que mesmo ausentes da terra onde nasceram continuam a dar provas, pelo trabalho e pela grandeza da alma, de que não romperam com as raízes e têm muito orgulho de serem portugueses.

E é essa felicidade inerente das nossas Comunidades que precisamos ressaltar nesta ocasião, como elemento aliciante dessa corrente viva de solidariedade que envolve os quase cinco milhões de portugueses que vivem fora de Portugal, e dos elos naturais a essa outra parcela do nosso povo que está dentro de nossas fronteiras, esperando que neste final de ano, todos nós, saibamos reverenciar e comemorar esta condição singular do nosso povo, celebrando a felicidade natural da sua grandeza pelo mundo afora e a preservação dessa igualdade e identidade entre todos os portugueses, cuja única diferença é meramente geográfica.

É preciso que se mantenha essa união imprescindível, evidenciadora de uma força natural que impõe a todos os governantes, não importando a cor partidária ou ideológica, o dever de atuação mais próxima e eficaz no cumprimento de uma política que efetivamente contemple o significado e as necessidades fundamentais das Comunidades Portuguesas.

No que diz respeito à Comunidade Luso-Brasileira é fundamental que se mantenha e incentive, cada vez mais, essa inegável identidade histórica e cultural que une Brasil e Portugal, na afirmação de valores fundamentais que estão na base de uma amizade de séculos que a história iniciou e que agora é nosso desejo preservar.

Nesse diapasão, o Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo, continuará a desenvolver projetos para enfrentar desafios imediatos, no sentido de poder atuar de forma condizente com a grandeza e significado dessa coletividade, especialmente atuando de forma convergente com nossas valorosas e heróicas associações e resgatando uma atuação mais próxima e comprometida com o futuro dos jovens lusos-descendentes.

É com estas considerações e reflexões, que enviamos á todos os membros da Comunidade Luso-brasileira e amigos em geral, o emocionado abraço, desejando um natal cheio de paz,de harmonia e amor, no convívio confortante das suas respectivas famílias.

Que no ano novo que se aproxima todos possam cumprir seus sonhos, na conquista de melhores condições de vida, onde a saúde e a felicidade nunca faltem. Que saibamos todos proceder às mudanças necessárias, sob a inspiração das sábias palavras de FERNANDO PESSOA: ”Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”

Feliz Natal!
Um ano novo pródigo de saúde e alegrias!

Antonio de Almeida e Silva
Presidente do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo

22.12.08

O Brasil e a Língua Portuguesa

Transcreve-se, de seguida, o artigo "O Brasil e a Língua Portuguesa", da autoria do embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, no nº 300 da revista "Tempo Livre", do INATEL (Instituto Nacional de Aproveitamento de Tempos Livres):

O debate em torno das virtualidades do novo Acordo Ortográfico, que em Portugal mobilizou diversos sectores, teve uma expressão diferente na opinião pública brasileira. Para a maioria dentre os poucos que, no Brasil, se pronunciaram sobre o Acordo, o novo normativo linguístico é irrelevante, por entenderem que a língua que se fala do outro lado do Atlântico dificilmente se sentirá limitada na sua própria dinâmica.

Este sentimento coloca-nos o problema de saber se, ao enveredarmos por introduzir, na escrita em Portugal, as alterações decorrentes do Acordo, não estaremos a dar um passo desnecessário, dado que o Brasil pode rapidamente vir a colocar-se para além de tudo quanto agora possamos fazer para nos aproximarmos dele em matéria de grafia.

Julgo que ninguém terá uma resposta satisfatória para esta angústia, mas o debate só ganhará se reflectirmos um pouco mais sobre o modo como o Brasil olha hoje para a língua portuguesa e, em especial, sobre como ela se insere na sua matriz cultural.

A independência do Brasil, em 1822, não significou a descolonização das mentalidades do novo país. Os padrões e os gostos culturais europeus continuaram dominantes, a linguagem escrita e falada pelos sectores sociais elevados permaneceu muito próxima da de Portugal, com a sua adopção a manter-se como um factor de prestígio para quantos aspiravam à ascensão dentro da nova ordem nacional.

Este estado de coisas começou a mudar já no século XX. Em 1911, e no tocante à língua, Portugal introduziu unilateralmente uma reforma ortográfica, assumindo-se como liderança na evolução do padrão linguístico do Português. A partir dos anos 20, impulsionada pelo seu movimento modernista, começou a gerar-se no Brasil uma revolta contra a prevalência da cultura de origem europeia, numa acção favorável à identificação de uma “brasilidade” onde pudessem já estar representados sectores marginalizados da sociedade, cujas expressões culturais o Brasil-colónia tinha abafado desde sempre –negros, índios e populações rurais miscigenadas. Alguns intelectuais, em especial marcados pelo marxismo, deram substância ideológica a este esforço de “descolonização cultural”, a qual não raramente acabou por ter laivos de alguma lusofobia.

Neste ambiente de nacionalismo cultural, o Português falado no Brasil não passou impune. Alguma escrita literária abriu-se a um vocabulário que ia já muito para além do “Português de Coimbra”, para uma maior absorção escrita de expressões da oralidade, a uma mais alargada representação da diversidade linguística nacional, quer nativa, quer induzida pelas novas levas de imigração – que começavam a ter consequências bem audíveis na própria evolução fonética do Português brasileiro.

Nesse contexto, não será de estranhar que a sociedade política brasileira se sentisse motivada, já nos anos 40, a não dar sequência legal àquilo que os seus académicos tentaram então acordar com Lisboa, como forma de reaproximar o Português de ambos os lados do Atlântico. É que, para muitos brasileiros, o Português contemporâneo confunde-se com a língua que escrevem e falam, pelo que olham as variantes de Portugal e do resto do mundo lusófono como curiosas e bizarras derivas, seja no “sotaque português”, seja na “estranha” linguagem escrita que é utilizada fora do seu país. O padrão seguido pelo Museu da Língua Portuguesa, em S. Paulo, criado há poucos anos, é bem demonstrativo dessa completa apropriação do Português pela norma brasileira. Alguns, mais radicais, vão mesmo mais longe e propõem que se passe a utilizar a expressão “Brasileiro” para se qualificar o Português que 194 milhões de pessoas falam no Brasil.

É este o cenário de fundo que nunca pode ser perdido de vista quando ponderamos o interesse em se utilizar o Acordo Ortográfico como derradeiro instrumento estratégico para travar uma ainda maior divergência futura entre as normas do Português escrito contemporâneo. O novo Acordo pode não ser suficiente para evitar, em absoluto, esse afastamento, mas é conforme com a particular responsabilidade que compete a Portugal em evitar que ele se torne cada vez maior.

21.12.08

Actualizaçao do Blogue

Este Blogue terá uma actualização menos regular durante o mês de Dezembro e o início de Janeiro.

Aproveitamos para desejar ao leitores habituais as nossas Boas Festas.