Portugal e Brasil ainda têm "muito a fazer" em defesa dos interesses comuns - diz Presidente português
O Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, considerou hoje que Portugal e o Brasil ainda têm "muito a fazer em defesa dos interesses comuns", defendendo o reforço das relações entre os dois países."Portugal e o Brasil ainda têm muito a fazer em defesa dos interesses comuns", afirmou Cavaco Silva, que falava no início de um encontro com o Grupo de Líderes Empresariais do Brasil - Lide, que foi esta tarde recebido no Palácio de Belém, na capital portuguesa.
Congratulando-se com a realização do Meeting Internacional que decorreu em Lisboa sobre telecomunicações e energia e que juntou empresários portugueses e brasileiros, o chefe de Estado considerou que se tratou de uma ocasião que não poderá deixar de dar o seu contributo para o reforço das já "excelentes" relações políticas entre Portugal e o Brasil, bem como para o reforço das relações económicas.
"No campo das relações económicas, o caminho que tem sido percorrido tem uma tendência ascendente", salientou, recordando que as relações económicas entre Portugal e o Brasil já não se limitam ao sector do turismo.
Por outro lado, acrescentou, "os laços de afecto" que unem os dois países são evidentes, nomeadamente na "partilha de valores e interesses comuns".
"No meio das dificuldades, há algo que nunca será tocado: a relação especial entre os dois países", afirmou, depois de falar das dificuldades que todos os países enfrentam em resultado da crise financeira.
Manifestando o seu "orgulho" na grande potência económica e política em que o Brasil se transformou, o Presidente da República lembrou que no discurso que fez perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas, há cerca de três semanas, defendeu que também o Brasil deve ter assento como membro permanente no Conselho de Segurança da ONU.
Ainda antes da intervenção de Cavaco Silva, o presidente do Congresso brasileiro, Garibaldi Alves Filho, destacou o investimento que Portugal está neste momento a realizar no Brasil e a obrigação que também os brasileiros têm de investir em Portugal.
"Sentimos que há uma obrigação de, por mais que tenhamos investido em Portugal, investir ainda mais", salientou.
Falando perante uma delegação que integrava cinco senadores brasileiros, dois ministros e um grupo de empresários que, directa ou indirectamente, representam 40 por cento do PIB do Brasil, Garibaldi Alves Filho sublinhou a importância dos investimentos entre Portugal e o Brasil "não arrefecerem, mesmo perante a crise que se atravessa".
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